sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quem você quer que eu mate?


- Então, quem você quer que eu mate?

Simon virou-se com apreensão e depois de seus movimentos bruscos olhou com um olhar confuso para um homem no canto da sala. Ele usava uma camiseta vermelho sangue e um terno de uma escuridão que parecia sugar as luzes.

- Quem é você? - perguntou Simon tentando impor autoridade desde o inicio da conversa.

- Eu? Bem, muitos nomes estão associados à quem eu sou, os gregos me chamavam de Hades,mas a Disney meio que arruinou essa imagem. Minha imagem para os romanos foi rotulado como Plutão, os egipcios eram bem interessantes eles me chamavam de Oshiris e eles me adoravam, e me acolhendo, ao invés de me temerem. Eles eram os inteligentes.



Satanás, belzebu, demônio, enfim muitos nomes. Mas você pode me chamar por meu nome casual, Lucifer.

- Satan? o demônio Lúcifer? mas você não tem um par de chifres, nem pele vermelha, você é normal.

Era muito claro que Simon estava sendo arrogante por estar com medo. A resposta veio tão rápido que dava a entender que perguntavam isso sempre para Lúcifer.

-Você preferia que eu não fosse?

Simon lançou um olhar de TUCHET, antes de olhar para o vazio por um momento, tentando digerir toda a informação que passava em sua cabeça. Tantas perguntas, tantos “porque”s ,tantos “como”s. Depois de pensar muito, uma perguntas surgiu acima de todas, a mais importante.

-O que você quer de mim?

O rosto de Lúcifer se iluminou quando ouviu isso. Ele ajustou sua postura, deu um passo a frente e disse:

-Simon, eu tenho te observado já faz um bom tempo, e você têm uma escuridão em seu coração. Você sente que muitas pessoas te arruinaram.- Um sorriso se formou no rosto de Lúcifer- E eu estou aqui para mudar isso.

Nesse momento, Simon já não estava mais assustado, mas sim ansioso. O estranho discurso havia lhe chamado a atenção e ele sutilmente fez um gesto para que o demônio em forma humana, continuasse. Aproveitando a deixa, Lúcifer começou a a andar lentamente para frente, e continuou.

-Agora, eu quero que você olhe para a escuridão no seu coração, veja os rostos de todos que fizeram sua vida pior- Lúcifer, agora cara a cara, se inclinando para estar a altura de Simon, que estava sentado- E me diga, quem você quer que eu mate.

Enquanto essas palavras saiam de sua boca, um ar gélido as acompanhou. Nenhum calor emanava de seu rosto ou de nenhuma parte de seu corpo, como iria de qualquer outra pessoa. Como se fosse uma condição da oferta, Lúcifer adicionou_

-Mas lembre-se disso, você só poder escolher 1.

Simon permaneceu parado, então se arrumou em sua cadeira, tomando uma posição mais confortável., pensativo. Enquanto isso, Lúcifer se afastou, e se apoiou na escrivaninha de Simon. Depois de um tempo em silencio e contato visual, tensão começou a se formar no ar.

Quebrando o silencio, Lúcifer perguntou :

-Simon, me diga o que você está pensando.

Simon suspirou.

-Bem, são muitas pessoas. Muitas para escolher só uma. Uma das minhas primeiras memórias é de quando eu estava no jardim de infância. Eu tinha uma professora..Sra Wadkins... Isso, Wadkins. Eu tinha um boneco, o Power ranger vermelho, o meu Power ranger favorito quanto eu era criança, e um dia eu decidi leva-lo pra escola e brincar com ele na aula. Afinal, por que não? Eu era ó uma criança. E quando a Sra. Wadkins viu, ela surtou e brigou comigo por não prestar atenção, e chamou minha mãe, que depois me puniu. E o pior é que ela não precisava ter contado. ERA TUDO CULPA DELA.

 Simon sentiu seu rosto queimar de raiva quando foi forçado a reviver a lembrança em sua cabeça.

-Então.. Sra Wadkins. É essa a sua escolha? – Lúcifer disse, começando a se levantar, pronto para apresentar seu truque.

Simon não respondeu por um momento, antes de gritar:

- Espera, não... Er... Me deixe pensar... Isso me lembra de algo que aconteceu com minha mãe. Ela não era boa comigo também.. Quando eu era criança, em nenhum Natal ela me dava o que eu pedia. Eu queria um Playstation 1 quanto ele saiu, que eu nunca ganhei. No ano seguinte, eu queria o Nintendo 64, e não ganhei esse também. Eu acabei guardando meu dinheiro do lanche por meses para comprar 1, e quando eu finalmente tinha o suficiente, eu comprei um e levei para casa, como a criança mais feliz do mundo, apenas para chegar em casa e ouvir minha mãe gritando que poderíamos ter usado o dinheiro de uma maneira mais... prática. Quer dizer, nós éramos meio pobres naquela época, com ela sendo uma mãe solteira tendo que me criar sozinha, MAS ELA NÃO ME DEIXAVA SER FELIZ.

Simon não percebeu que ele estava ficando tão imerso na lembrança, que estava ficando tenso de raiva.Depois que terminou, seu corpo relaxou, e ele voltou a se encostar em sua cadeira.

- Então.. sua mãe? – disse Lúcifer, de novo, se preparando e, mais uma vez, sendo interrompido pelos gritos de Simon.

- ESPERE.- O silencio reina enquanto Simon olha para baixo, e depois para cima, como se contemplando- Desculpa, mas agora relembrando, eu me lembro de outra pessoa.

Lúcifer fechou seus lábios com paciência, enquanto voltava para sua confortável possição, encostado na mesa.

- No ensino médio eu comecei a namorar uma garota , Danielle. Ela era uma das garotas mais gostosas do nosso ano então, eu fiquei em choque quando ela disse Sim. Nós marcamos um encontro,e eu era jovem, finalmente tendo uma chance. Essas coisas estavam na mente de todo mundo daquela idade, então fiquei surpreso quando ela não quis fazer. Se ela só tivesse surtado e corrido, tudo bem, mas ela contou para todo mundo da escola no dia seguinte. Para ser justo, eu estava sendo... meio...como dizer... insistente. Mas o que ela fez acabou tornando o resto da minha vida escolar, muito difícil. Muitas pessoas me odiaram. Perdi um monte de amigos... Se ela morresse, ela teria o que merece.

- Então.. Danielle? É essa sua escolha final? – Dessa vez Lúcifer esperou, já que agora sabia que a mente de Simon ainda estava confusa. Simon se inclinou para frente, como se tivesse um milhão de pensamentos.

- Er... bem... se eu escolher a Danielle, os outros vivem. E o mesmo acontecerá se escolher qualquer outra pessoa... E tem tantas... tantas outras...

- Bem, você tem que escolher uma.- Lúcifer disse, com o mesmo jeito formal que ele agiu a noite toda. O rosto de Simon continuou a mudar, várias expressões enquanto ele ia lembrando, até que ele teve uma ideia. Assim que pensou nisso, seu rosto se iluminou de excitação.

- Lúcifer, já que EU não consigo escolher, aqui está o meu pedido. Eu escolho que você mate a pessoa que mais me feriu.

Lúcifer, agora satisfeito por agora poder se levantar e apresentar seu truque, disse :

-Essa, é uma ideia interessante.

O rosto de Lúcifer tremia de excitação, como se estivesse tentando segurar um sorriso. Não conseguindo se aguentar, ele sorriu enquanto recitou :

- O contrato está feito. Que o desejo, seja atendido.- Ele levantou sua mão e estalou seus dedos, fazendo um alto CLICK.

Nesse momento.. Simon, cai morto...

Tradução: MohamedAki

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ezequiel




Eu tinha doze anos quando Ezequiel entrou em contato comigo pela primeira vez. Eu tinha que comprar um celular novo, uma vez que meu cachorro tinha devorado o antigo. Eu era uma daquelas crianças gananciosas que exigia sempre tecnologias mais modernas. Naquela época eu perguntei se poderia ganhar um BlackBerry, eu recebi um “não” e fiquei de “birra” por um tempo. Nós éramos relativamente pobre, e eu incrivelmente exigente. Meu avô se ofereceu a comprar o modelo exato do meu celular antigo que eu já tinha visto vendendo no eBay, uma vez que o modelo deixou de ser vendido nas lojas. Eu aceitei a alternativa, já que eu realmente gostava do meu celular, antes dele entrar no sistema digestivo do meu cão.

Cerca de uma semana depois, eu estava sentado no sofá, com meu cachorro deitado no meu colo e meu notebook ao lado. Eu odiava as pessoas, sempre fui assim e provavelmente sempre serei, por isso eu estudava em casa online. Eu sei que estou muito a frente do tempo, mas eu consegui burlar o sistema de ensino a distância de uma faculdade e eu ficava muito tempo assistindo aulas da faculdade e eu ainda só estava no ensino fundamental. Minha mãe vivia para seu trabalho, então eu ficava a maior parte do tempo sozinho em casa, todos os dias, até altas horas da noite, quando ela voltava para casa. Eu não me importava, mas admito que era um pouco insuportável, especialmente que agora eu não tinha um celular. Eu ouvi uma batida na porta, tirei o cão de cima de mim e andei até a porta e abri, para encontrar meu avô, sorrindo para mim e segurando um pequeno pacote.


Aparentemente, alguém no eBay vendeu um celular no modelo e cor exata do meu antigo. Fiquei bastante empolgado, embora chateado quando percebi que tínhamos que esperar até que minha mãe chegasse em casa, para que possamos ativar a linha do celular. Uma vez que isso foi feito, eu imediatamente começei a brincar com ele, me certificando de recuperar todos os meus contatos do celular antigo ao novo. Alguns deles ainda estavam faltando, o que tende a acontecer quando se muda as informações para um novo telefone. Notei que de alguma forma, tinha coisa errada.

Haviam algumas fotos no celular, mas nenhuma que eu me lembra-se de ter tirada. Havia uma grande árvore Salgueiro-chorão, apesar de estar desfocado devido o nevoeiro, também havia um velho caminhão enferrujado e uma vaca atrás de uma cerca. Eu lembrei da camionete que era do meu avô, e me lembrei que havia um Salgueiro-chorão onde ele e minha avó viveram. Meu avô deve ter mexido no celular mais cedo, o que fazia sentido, já que ele tinha um espírito jovem e brincalhão. Na época, eu nem sequer reparei que não podia ser o caso, já que o pacote estava selado quando ele me trouxe.

Mexendo nos meus contatos, descobri que ninguém de importante estava faltando, apenas alguns velhos amigos que não falavam comigo há muito tempo, mas tinha um contato que se destacou. Ele não tinha nome, apenas um número sem rótulo, e o número não tinha o mesmo código de área da cidade, por isso não poderia ser alguém local. Eu segui a lista até o final e não pensei em nada.

No mesmo dia, por volta das 20:00hrs, recebi uma chamada. Eu não me lembro muito bem, porque já faz um bom tempo. Mas eu estava deitado na cama, com meu cão deitado ao meu lado quando ouvi o celular tocar. Eu distraidamente atendi sem verificar o número.

- Alô?

Não houve resposta por alguns segundos, eu estava prestes a desligar quando falou.

- Alô? – Sua voz era rouca, parecia um menino. Imaginei que poderia ser algum velho amigo meu, então não desliguei.

- Quem é?

Mais uma vez, nenhuma resposta por um tempo.

- ... Que é? – Ele me repetiu mais uma vez, e eu fiquei um pouco irritado com isso.

- Eu sou o Ariel, agora quem é você? – Eu respondi, e não querendo esperar muito ja fui um pouco arrogante. – Ande, responde logo!

- ... Oh, Ezequiel... meu nome é Ezequiel.

- Que nome estúpido. Eu não conheço nenhum Ezequiel. – Eu então voltei minha atenção ao meu Game boy. Eu ainda estava irritado, mas não a ponto de desligar na cara dele.

- ... Eu conheço você, Ariel.

- Bem, existem vários Ariel. Você deve ter ligado para pessoa errada. – Eu revirei meus olhos, começando meu jogo do pokémon, embora mantendo o som mudo para que eu pudesse ouvir o rapaz do outro lado da ligação.

- Você esta jogando Pokémon... e tem um cachorrinho chamado... Sammy. Ele é um filhote de cachorro bonito... ele não gosta de morder suas meias verdes?

Eu fiz uma pausa por um momento, franzindo as sobrancelhas. Sammy levantou a cabeça quando ouviu seu nome, batendo a cauda lentamente.

-Quem é? – Me levantei olhando para a minha janela. As cortinas estavam fechadas, minha porta estava fechada... Não havia nenhuma maneira que ele pudesse ver o que eu estava fazendo. Embora isso não explicaria como ele saberia sobre as meias.

- ... Eu sou Ezequiel. – Ouvi um tom irônico em sua voz.

- Sim, isso você já disse. Mas... como sabe todas essas coisas sobre mim? – Tentei manter a calma, mas tive uma sensação estranha na boca do estômago, o tipo de sentimento que você senti quando sabe que fez algo errado, no caso, eu senti que nunca deveria ter atendido o telefone.

- ... Eu sei muito sobre você... Eu sou seu anjo da guarda.

- Anjo da guarda? – Na época essa explicação fez sentido pra mim, já que não havia outra maneira que ele pudesse saber sobre mim. Eu nunca conheci nenhum Ezequiel. Mas eu não aceitaria sua resposta tão facilmente. Peguei o notebook, entrei em um site de busca que me cobrou 3 dólares para me mostrar as informações desse número de telefone.

- Sim... Anjo da guarda.

 - Anjos não usam telefones, sabia? – O código de área vinha de três estados de distância, o proprietário da linha era Charles Ethan McClain. Nascido no dia 02 de outubro de 1932. Morreu 27 de agosto de 2007. Sua ultima residência esta localizada na pequena cidade de Chaffe, Dakota do norte. A mesma cidade que meu avós moram; eu lembrei de seu nome; ele devia ser algum amigo próximo de meus avós. Eu fui ao site de jornal local e digitei seu nome para encontrar o obituário dele. A causa da morte era desconhecia, apenas marcas de garras suspeitas sobre seu peito. Lembrei de minha vó dizendo que haviam lobos nas redondezas. Ele morreu recentemente. O telefone dele não deve ter sido cancelado ainda.

- Eu o encontrei. 

Eu fiquei sem palavras e apertei o botão vermelho e desliguei o telefone. Não dormi a noite toda; Eu estava muito confuso e com medo. Eu me lembro  que demorou pelo menos uma semana para eu superar o meu medo, se passou um longo tempo até acontecer de novo.

Em torno dos meus quatorze anos, eu aprendi a amar tudo relacionado ao mundo do terror. Eu lia creepypastas quase religiosamente na época.

A segunda ligação de Ezequiel foi durante o inverno do mesmo ano. Eu ainda ficava em casa sozinho 90% do tempo. Eu tinha levado Sammy para xixi na rua, e parei à porta do patio para nosso cercado no quintal, gritando para ele voltar para dentro. Ele me ignorou e continuou a farejar o quintal. Foi quando o telefone no meu bolso, o mesmo de dois anos atrás, começou a tocar. Mais uma vez sem verificar o número, eu atendi.

-Alô?

Depois de cinco segundos sem resposta, fiquei um pouco incerto, quase paranoico. Todas essas histórias assustadoras que ei lia, tendia a me deixar no meu limite, mesmo que eu não admitisse isso.

-... Olá,  Ariel – Ele parecia feliz como de costume.

-... Ezequiel? – Eu tinha reprimido o que aconteceu há dois anos, até aquele momento, não era algo que eu estava preparado.

-... Sim. Sou eu. Como você está? Como esta Sammy? – Foi como se ele me obrigasse a lembrar de tudo da nossa última conversa. Era impossível. A companhia telefônica teria notado que as contas não estavam sendo pagas. Porém, eu vi ele como algo... legal. Eu tinha minha própria criatura, assim como as histórias que eu lia. Eu decidi conversar um pouco mais com meu anjo, ou stalker.

- Uh, Eu estou bem e Sammy também, embora ele não quer entrar – eu puxei o telefone um pouco longe da minha boca para gritar com Sammy. – Vamos! Entre logo!

-... Oh.

Eu ainda estava desconfiado com Ezequiel, especialmente por causa de sua voz estranha, mas eu afastei o meu medo e tentei manter uma conversa. Talvez eu poderia aprender algo sobre isso. 

-Yeah. Às vezes ele é uma verdadeira praga – Falei tão casualmente que consegui.

-... isso é uma vergonha.

-Ás vezes eu gostaria que ele mo... – Eu estava prestes a dizer o que ele acabou de ouvir, quando eu parei, observando Sammy caído na neve. Ótimo, agora eu tinha que ir atrás dele. Eu relutantemente calcei os sapatos e sai para o quintal.

-Tudo bem.

Ele falou humildemente, como uma criança que tinha feito algo errado, eu não entendi no momento.

- Eu tenho que desligar – Então desliguei a chamada e coloquei meu telefone de volta no bolso, correndo até onde Sammy estava deitado. – Droga Sammy! O que você esta fazendo? Está muito frio aqui fora! Sua pele estava polvilhando com a neve, sua língua estava pendurada para fora e estava cinza ao invés de rosa. Seus olhos estavam abertos, mas olhando para longe de mim. Sua cauda nem sequer se moveu quando me aproximei dele. Cheguei minha mão para acaricia-lo. Mas seu corpo estava frio, eu pensei que era devido a temperatura da noite e por estar muito tempo aqui fora, então tentei pega-lo. Seu corpo caiu quando fiz... sem vida... ele não estava respirando. Eu soltei ele e dei alguns passos para trás, em estado de choque antes de correr para casa. Liguei para minha mãe, pedindo-lhe para voltar para casa do trabalho. Sammy estava morto.

Ele me ligou de novo naquela noite, quando minha mãe já tinha me acalmado e eu estav na cama. Eu relutei em atender, mas após chamar quatros vezes eu virei o telefone no viva voz, sem dizer uma palavra.

- ... Achei que ficaria orgulhoso de mim... Eu sinto muito.

Eu suspirei e desliguei o telefone, deixando-o no chão ao lado da minha cama. Eu não achei tão legal quanto as histórias agora. Eu só queria esquecê-lo e queria que ele nunca me ligasse novamente.
Eu ainda tinha quatorze anos, mas a terceira ligação foi na primavera. Eu tinha entrado em uma discussão com minha mãe por eu ter tirados notas ruins na escola. Eu estava clinicamente deprimido, tomando três tipos de medicamentos, embora às vezes eles simplesmente... não funcionavam. Faltei muito na escola. Ele me ligou um dia desses, chamando ela de vadia para mim, eu suspirei e coloquei no alto-falante – O quê? – Eu gritei.

- Eu sinto muito. Você está bem?

Eu estava querendo dormir, eu realmente queria desligar. Pela primeira vez eu percebi que sua voz nunca mudo, sempre foi tão infantil, soando quase inocente.

- Não! E minha mãe não é uma vadia! – Me queixei distraidamente.

- ... Eu sinto muito. Você precisa de ajuda?

- Sim, às vezes eu acho que preciso de ajuda! – Revirei meus olhos e desliguei a chamada.

Algumas horas depois, meus avós estavam em minha casa, com todos meus pertences empacotados, sem dizer uma palavra sobre o que estava acontecendo. Eles demoraram um tempo para me explicar. Minha mãe tinha sofrido um acidente a caminho do trabalho para casa. Eu fui o último a saber sobre sua morte. E de alguma forma, eu fiquei feliz.

Quinze anos de idade. Eu tinha largado meus estudos temporariamente e agora vivia junto com meus avós, isso ajudou um pouco com meu estado mental. Eu adorava o ar fresco de Dakota do Norte, adorava estar longe das pessoas e sem mencionar que adorava as refeições caseiras da minha avó... eles me ajudaram muito. Eles sempre me mimaram porque eu era seus único neto e eu era grato por isso.

Eram 18:00hrs. Eu estava vestindo minha jaqueta leve e colocando minhas botas perto da porta.

- Estou indo fazer uma caminhada. Volto logo.
Eu gritei para minha avó, caminhando para fora e descendo as escadas para varanda, eu ouvi fracamente ela me gritando de volta. – Cuidado com os lobos! – O que ela me dizia todas as vezes. Embora eu já morava ali por um bom tempo, eu nunca tinha visto um lobo e estou certo que sempre que ouvia uivos era os cães do vizinho.

Por aqui sempre cheirava grama recém cortada, com um cheiro persistente de esterco de vaca, embora fosse suportável quando se acostuma. Decidi caminhar até a arvore do salgueiro e voltar, que era apenas um milha de distancia. Você podia ver todas as estrelas daqui, o céu daqui me surpreende até hoje.

Depois que cheguei na árvore, eu me inclinei contra ela, apenas ouvindo sons de grilos cantando e mariposas batendo as asas. Eu fechei meus olhos por um minuto e suspirei. Estava tão sereno aqui, eu adorei essa sensação. Eu não sei quanto tempo eu fiquei la, mas eu voltei subitamente ao meu consciente quando ouvi um rosnado. Não era um lobo... era de fato um dos cães vizinhos. Ele estava parado a poucos metros na minha frente, rosnando ferozmente para mim.

Os cães de fazenda não são sociáveis com seres humanos, eles sabem que estão lá para proteger sua propriedade. Deu uma olhada no cachorro e congelei em pânico, até que ele correu até mim. Em vez de correr como eu deveria ter feito, eu puxei os ramos da árvore tentando subir no tronco, mas sem sucesso. O cachorro pulou e agarrou minha calça, me puxando para baixo e agarrando minha perna. Eu gritei por socorro, batendo minha perna freneticamente, tentando acertar o cachorro para que eu pudesse fugir... mas isso fez que le me mordesse com mais força, rosnou mais alto rasgando minha carne.

Meus olhos estavam fechados de dor enquanto eu gritava mais alto, sentindo minha voz começar a desvanecer-se... Até que eu ouvi um grito agudo e o cão não estava mais em mim.

Eu rapidamente corri para me levantar, embora a dor na minha perna era demais para colocar pressão sobre ela. Olhei o cão deitado no chão, com ferimentos de garras sobre seu abdômen, deixando uma grande poça de sangue por baixo.

- Eu sinto muito. Você está bem?

A voz estava perto agora, embora eu nem sequer trouxe meu telefone comigo. Olhai por cima do cão e de pé do outro lado da árvore tinha uma figura diferente de tudo que eu já tinha imaginado, com a voz do menino, que me assombrava meus pesadelos por anos. Ele tinha pelo menos sete metros de altura, quase tão alto quanto a árvore, seu rosto de um preto escuro, podre e coberto a sujeira. Seus braços e pernas eram incrivelmente longos, suas mãos tinham garras de marfim longos, como unhas humanas crescidas e pingando sangue. Seu rosto contrastava seu corpo, que era branco pálido e tinha dois grandes olhos redondos, sem pálpebras, brilhando como faróis o que tornou difícil olhar diretamente para ele. Sua boca estava permanentemente se curvando em um sorriso.

Suas asas eram de um inseto, eu nem tinha notado até que ele pulou, sobrando seus longos membros e voou para cima, acima da árvore. Ele foi em cima dela, agachando, inclinando a cabeça para mim. Seus membros de desvaneceu muito bem na folhagem da árvore e simplesmente escondeu o rosto nos ramos.

-... Você precisa de ajuda?

Olhei para ele boquiaberto, para o que pareceu uma eternidade. Eu queria gritar, mas não conseguia. Minha perna tremeu e eventualmente caí de volta no cão; estremecendo com a dor na minha perna. Ele lentamente se arrastou para baixo da árvore e para o chão, chegando a tocar minha perna com a palma de sua mão podre. Não doeu quando ele tocou. De repente... Eu não tinha mais machucado.

- Eu só quero ajudá-lo. Eu sou seu anjo da guarda.

Eu sorri para ele, como se a minha boca forçasse um sorriso. Eu não queria sorrir, eu queria correr, foi ai que eu percebi o que estava do outro lado da árvore. O Sr. McClain estava lá com exatamente o mesmo sorriso que Ezequiel tinha. Seus olhos completamente brancos e brilhantes também e ele ainda tinha sangue em sua camisa, em forma de uma marca de garra grande. Olhei para o lado e vi Sammy correndo até mim, bem como abanando o rabo, lambendo minha mão com sua língua cinza e fria. Sua pele estava coberta de neve e suas orelhas estavam pretas e congeladas, seus olhos tinha a mesma luz que eles. Minha mãe saiu de trás da árvore e se aproximou de mim lentamente, com pedaços de metal afiado saindo de seu abdômem, sangue escorrendo de seu corpo. Ela sorriu para mim e acenou com a cabeça. Eu sorri de volta para ela, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

- Eu sei querido, Você esta em casa agora – Ela me abraçou e eu acreditei nela, Eu estava em casa.

Ezequiel olhou de volta para mim, então me pegou, voando até o topo da árvore e sentou-se ali, comigo no colo. Todo mundo desapareceu em torno de nós.

- Porque eles foram embora? – Eu consegui perguntar, incapaz de mover minha boca se tirar o sorriso, mas de alguma forma eu era capaz de falar com Ezequiel.

-Nós não precisamos deles – Ele respondeu.

Ficamos lá a noite toda, rindo de nada em particular, observando as estrelas juntos. Quando minha avó veio, gritando meu nome na outra manhã, eu olhei e tentei me levantar, mas Ezequiel segurou-me no chão.

-... Nós não precisamos deles – Ele falou com um tom mais escuro neste momento, segurando sua mão no meu pescoço - ... Fique aqui. Por favor. Nós não precisamos deles – Lutei um pouco mais, tentando gritar para minha avó, mas desta vez eu não poderia fazer som. – Você vai ficar comido. Eu sei o que é melhor para você. Eu sou seu anjo da guarda. – Ele segurou meu pescoço um pouco apertado, de repente... só... me convenci de que estava certo.

- Claro, você esta certo, Ezequiel. – Eu olhei para ele e ele apenas sorriu de volta para mim.

- Está tudo bem. Vamos lá, vamos brincar com Sammy! – Ele me colocou em suas costas e pulou como um gafanhoto, me levando para longe, em outro lugar. Eu dei uma ultima olhada para minha avó, que parecia estar ajoelhada junto à árvore, chorando por algum motivo, havia um garoto deitado ao lado dela. Eu disse adeus a ela.

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O xerife e alguns outros oficiais estavam ao redor da grande árvore de salgueiro, um tentando acalmar a a senhora que não parava de chorar, enquanto os outros estavam dentro da fita amarela e preta de proteção;

-Os grandes arranhões no peito, muito parecido com o caso McClain, certo? E no mesmo local, Eim? – Perguntou o xerife.

- Com certeza. Temos que alertar a população sobre os lobos da região - O xerife balançou a cabeça e se aproximou para inspecionar o cão morto ao lado do corpo do rapaz. Todo mundo pareceu concordar com sua declaração, exceto por um policial.

- Mas... as garras são grandes para serem de lobos, senhor. Tem que ser outra coisa! - Ele insistiu.

- Não me diga que você é uma daquelas pessoas que realmente acredita na lenda do Salgueiro do homem morto, Diretor de Dickinson. É só lobos. - O xerife gritou de volta para ele.

- Ei, eu nunca disse que eu acreditava nessas histórias. Eu só não acho que podemos culpar os lobos por tudo - Dickinson replicou. – Esperem um minuto, meu telefone esta tocando.

domingo, 18 de maio de 2014

Eu não quero receber honra nunca mais


Antes de ler isso, eu só quero esclarecer que esse post não é um ataque ao sistema de honra do League of Legends; é mais uma afirmação pessoal.
Meu client Crashou na metade de um jogo dois dias atras, e eu estava me sentindo cansado, então eu desloguei e fui dormir. Quando eu loguei hoje, eu percebi que eu tinha recebido uma honra nesse jogo, mais especificamente a de "Oponente Honrado". Eu achava originalmente que fosse um ataque de DDOS, mas o fato que eu recebi honra nesse jogo era estranho para mim. Eu não conseguia me lembrar direito do jogo, já que foi bem curto, mas por sorte, eu tinha a gravação da partida no meu LolReplay, mesmo sem a partida aparecer para mim no histórico.
Eu joguei de Nocturne jungle nessa partida, como costumo jogar, e estava com uma build normal por mais ou menos 15 minutos, o que era uma Navalha de Madred, uma bota, um Cetro Vampírico e algumas poções até o ponto em que meu jogo Crashou.
Quando eu estava re-assistindo, eu percebi algo estranho no jogo. O jungler inimigo nunca se conectou. Na tela de carregar, o nome dele nunca apareceu. "Típico" eu pensei. "O nome deve estar em outra língua." Mas depois do jogo carregar, eu vi que ele simplesmente não tinha nome. Mais estranho ainda, ele também era um Nocturne. Desde o começo, ele ficou parado na base.
Eu tambem posso descrever a você o que aconteceu durante o jogo. Nós começamos normalmente, eu junglei e gankei, mas ninguém morreu nos 15 primeiros minutos. Todos estavam com um bom nível e farm, com todos os jogadores nos níveis de 6 a 10, exceto pelo Nocturne inimigo. Eram 15:13 quando eu ultei para pegar o que me parecia uma kill garantida na Soraka inimiga. Foi quando o jogo Crashou... Ou quando eu pensei que tinha crashado. Meu LolRecorder pensou ao contrario.
No replay, minha tela travou por aproximadamente 10 segundos depois de eu ultar nela, com tudo congelado no lugar. Quando eu estava jogando o jogo, foi durante essa glitch que meu jogo Crashou. Mas no replay, mostrou todos nós jogando... isso REALMENTE me assustou muito, mas eu continuei assistindo. Aparentemente, meu "Personagem" conseguiu matar a Soraka, voltou base e continuou na jungle. Foi quando eu ouvi a mensagem "...foi reconectado" O jungler sem nome do time inimigo voltou ao jogo e começou a junglar. Eu me sentia apreensivo assistindo-o.
As outras lanes se mantinham normais, e não demorou muito tempo para eu descobrir a próxima esquisitice. A soraka que "eu" tinha matado nunca deu respawn. Quando eu apertei TAB para ver o contador para respawn, não havia numero algum... ela apenas ficou morta. "Um aliado foi eliminado." Desta vez uma pessoa no meu time morreu, e foi o Nocturne inimigo que o matou. Ele jamais deu respawn também. Eu fiquei congelado na minha cadeira, assistindo-os morrer, um por um, deixando, em cada morte, uma má sensação em mim.
O Nocturne que eu estava "Supostamente" jogando fez tudo que eu faria, o que me assustava ainda mais. Era como se eu ainda estivesse jogando a partida. Depois que algum jogador morria, ele não voltava ao jogo. Eu quase infartava quando via meu personagem com pouca vida, a ponto de cair da cadeira. Eu não sei explicar por que, mas é uma sensação horrível saber que se o seu personagem morrer, ele não volta... Eu não parava de dizer para mim mesmo que era um glitch, mas o que aconteceu depois, eu achei difícil de acreditar.
Haviam apenas 3 pessoas sobrando. Eu, o Nocturne sem nome, e o mid laner inimigo, a Diana. Nesse ponto, meus olhos estavam grudados na tela, e eu não conseguia parar de assistir enquanto meu personagem caçava ela. Essa foi a morte que mais me chocou. Meu personagem ultou nela, como eu teria feito, e pulou nela nos fantasmas da jungle. Quando meu personagem chegou lá, eu vi o Nocturne inimigo parado na passagem do red buff deles... Ele apenas ficou parado e assistiu meu Nocturne massacrar a Diana inimiga.
Apos a morte dela, tudo ficou parado.
Os minions não se moviam, os projeteis estavam congelados, junto do meu personagem. Tudo estava parado exceto pelo jungler sem nome. Ele andou na minha direção e pausou por um segundo. O timer da gravação ainda estava andando, como se a partida não estivesse parada. Eu não tinha visto o chat. Eu lembro meus dedos tremendo quando eu cliquei para checa-la.
O jungler sem nome inimigo estava digitando a partida inteira depois do meu jogo crashar. Tudo que ele dizia, repetidamente, a cada minuto era "MATE OS. MATE OS TODOS" até eu ter matado a Diana. Eu senti meu coração parar quando li essas palavras, decoradas na minha tela. O que ele falou depois me deu calafrios no corpo todo.
"Obrigado pela sua assistencia"
E foi assim que o jogo acabou. Nenhum nexus foi destruído, nenhuma votação de surrender aconteceu. O jogo simplesmente acabou. Horrificado no que eu vi, eu imediatamente pesquisei o nome de todos no jogo. Depois de pesquisar um pouco, vi que nenhum deles jogou outro jogo depois dessa. Ainda estou checando a cada minuto, torcendo para que um deles entre em um jogo. Eu realmente não seu o que aconteceu com essas pessoas, e eu não quero saber...
Eu deletei a gravação do meu computador. Eu não quero nunca mais vê-la.
A mensagem de "Oponente Honrado" na minha tela apos logar ainda me assusta... Eu nunca me senti tão mal.
A proposito, não olhe para trás agora.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O jogo do banho



O jogo do banho ou "O jogo do banho ou "Daruma-san" é um jogo fantasma paranormal que se originou no Japão. O jogo envolve a convocação de um fantasma grotesco que irão segui-lo todos os dias. O objetivo do jogo é fugir do fantasma e impedi-lo de pegar você.
Atenção: Aconselhamos a não jogar o jogo do banho. Dizem que jogar Daruma-san pode resultar em coisas muito ruins que acontecem com você.

Instruções do jogo: Bath
Antes de ir para a cama à noite, tirar a roupa e ir para a casa de banho.
Encha a banheira com água e desligar as luzes.
Sente-se no meio da banheira, de frente para as torneiras ou torneiras.
Lavar o cabelo, enquanto repetindo as palavras "Daruma-san caiu. Daruma-san caiu."
Como você lava seu cabelo, em sua mente, você deve ver uma imagem de uma mulher japonesa de pé na banheira. Ela escorrega e cai em uma torneira enferrujada. A torneira passa por seu olho e mata-la.
Continue repetindo as palavras "Daruma-san caiu. Daruma-san caiu." até terminar de lavar o cabelo. Seus olhos devem permanecer fechados. Você pode ouvir ou sentir um leve movimento na banheira atrás de você. Mantenha os olhos fechados. Não espreitar. Você acabou convocado um fantasma. A figura fantasmagórica de uma mulher vai subir para fora da água atrás de você. Você vai se sentir a presença dela como ela olha para você, com a cabeça apenas atrás de seu ombro direito. Seu cabelo é preto e emaranhados. Suas roupas são esfarrapadas e apodrecendo. Ela tem apenas um olho. Seu olho esquerdo está aberto e injetados. Seu olho direito está faltando, deixando apenas um soquete de olho sangrando, oco.
Quando você sentir a presença do fantasma, dizer em voz alta: "Por que você cair no banho?"
Manter os olhos bem fechados, levante-se, saia do banho. Tenha cuidado para não tropeçar e cair. Imediatamente deixar o banheiro e fechou a porta atrás de você. Agora é seguro para abrir seus olhos. Deixar a água no banho durante a noite. Vá dormir.
Na manhã seguinte, quando você acorda, o jogo vai começar. O fantasma da mulher de um olho só vai seguir você. Sempre que você se vira para olhar, ela desaparecerá. Durante todo o dia, quando você olhar por cima do ombro direito, você poderá ocasionalmente ter um vislumbre dela. Ela vai ficar cada vez mais perto como o dia passa. Não deixe que ela te pegar.

Se você olhar por cima do ombro e ver que ela está muito perto, você deve gritar "Tomare!" que significa "Pare!" Em seguida, fugir o mais rápido possível. Isso permitirá que você colocar alguma distância entre você ea mulher de um olho só.

Para terminar o jogo, você deve ter um vislumbre do que a mulher fantasmagórica e gritar "Kitta!" que significa "eu cortá-lo solto!" Em seguida, mantenha a sua mão na frente de você e balançá-lo para baixo em um movimento de corte (como um golpe de caratê).

Você deve terminar o jogo antes da meia-noite. Caso contrário, a mulher de um olho só vai aparecer em seus sonhos e segui-lo.

Banheira Regras do Jogo:
Não abra seus olhos quando o fantasma aparece em primeiro lugar.
Não permita que o fantasma tropeçar quando você sair do banho.
Não voltar a entrar no banheiro depois de sair.
Não drene a banheira até a manhã.
Não permita que a mulher de um olho só para pegar até você.
Um último conselho:

Não jogar este jogo. É muito perigoso. Convocando fantasmas pode resultar em você se possuído por um demônio ou morrer de uma forma horrível. Você também pode tropeçar e cair na banheira e ferir gravemente ou matar. Se você não conseguir terminar o jogo corretamente, o fantasma poderia continuar a segui-lo para o resto de sua vida. Não jogar este jogo.

" é um jogo fantasma paranormal que se originou no Japão. O jogo envolve a convocação de um fantasma grotesco que irão segui-lo todos os dias. O objetivo do jogo é fugir do fantasma e impedi-lo de pegar você.
Atenção: Aconselhamos a não jogar o jogo do banho. Dizem que jogar Daruma-san pode resultar em coisas muito ruins que acontecem com você.

Instruções do jogo: Bath
Antes de ir para a cama à noite, tirar a roupa e ir para a casa de banho.
Encha a banheira com água e desligar as luzes.
Sente-se no meio da banheira, de frente para as torneiras ou torneiras.
Lavar o cabelo, enquanto repetindo as palavras "Daruma-san caiu. Daruma-san caiu."
Como você lava seu cabelo, em sua mente, você deve ver uma imagem de uma mulher japonesa de pé na banheira. Ela escorrega e cai em uma torneira enferrujada. A torneira passa por seu olho e mata-la.
Continue repetindo as palavras "Daruma-san caiu. Daruma-san caiu." até terminar de lavar o cabelo. Seus olhos devem permanecer fechados. Você pode ouvir ou sentir um leve movimento na banheira atrás de você. Mantenha os olhos fechados. Não espreitar. Você acabou convocado um fantasma. A figura fantasmagórica de uma mulher vai subir para fora da água atrás de você. Você vai se sentir a presença dela como ela olha para você, com a cabeça apenas atrás de seu ombro direito. Seu cabelo é preto e emaranhados. Suas roupas são esfarrapadas e apodrecendo. Ela tem apenas um olho. Seu olho esquerdo está aberto e injetados. Seu olho direito está faltando, deixando apenas um soquete de olho sangrando, oco.
Quando você sentir a presença do fantasma, dizer em voz alta: "Por que você cair no banho?"
Manter os olhos bem fechados, levante-se, saia do banho. Tenha cuidado para não tropeçar e cair. Imediatamente deixar o banheiro e fechou a porta atrás de você. Agora é seguro para abrir seus olhos. Deixar a água no banho durante a noite. Vá dormir.
Na manhã seguinte, quando você acorda, o jogo vai começar. O fantasma da mulher de um olho só vai seguir você. Sempre que você se vira para olhar, ela desaparecerá. Durante todo o dia, quando você olhar por cima do ombro direito, você poderá ocasionalmente ter um vislumbre dela. Ela vai ficar cada vez mais perto como o dia passa. Não deixe que ela te pegar.

Se você olhar por cima do ombro e ver que ela está muito perto, você deve gritar "Tomare!" que significa "Pare!" Em seguida, fugir o mais rápido possível. Isso permitirá que você colocar alguma distância entre você ea mulher de um olho só.

Para terminar o jogo, você deve ter um vislumbre do que a mulher fantasmagórica e gritar "Kitta!" que significa "eu cortá-lo solto!" Em seguida, mantenha a sua mão na frente de você e balançá-lo para baixo em um movimento de corte (como um golpe de caratê).

Você deve terminar o jogo antes da meia-noite. Caso contrário, a mulher de um olho só vai aparecer em seus sonhos e segui-lo.

Banheira Regras do Jogo:
Não abra seus olhos quando o fantasma aparece em primeiro lugar.
Não permita que o fantasma tropeçar quando você sair do banho.
Não voltar a entrar no banheiro depois de sair.
Não drene a banheira até a manhã.
Não permita que a mulher de um olho só para pegar até você.
Um último conselho:

Não jogar este jogo. É muito perigoso. Convocando fantasmas pode resultar em você se possuído por um demônio ou morrer de uma forma horrível. Você também pode tropeçar e cair na banheira e ferir gravemente ou matar. Se você não conseguir terminar o jogo corretamente, o fantasma poderia continuar a segui-lo para o resto de sua vida. Não jogar este jogo.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A fita de segurança mais estranha que ja vi.





Eu trabalho em um posto de gasolina na zona rural da Pensilvânia. É um trabalho chato, mas é muito fácil e me pagam bem. Algumas semanas atrás, um cara começou a trabalhar, o nome dele era Jeremy.

Jeremy é estranho. Ele tem cerca de 25 ou 26 anos, e ele quase não fala, mas ele tem a risada mais apavorante que eu já ouvi. Meu chefe e eu notamos isso, mas nunca foi um problema, então não há muito que possamos fazer. Os clientes nunca reclamaram, e ele sempre fez seu trabalho muito bem, até algumas semanas atrás, que é quando as coisas começaram a faltar. Roubos de empregados pode ser um problema a qualquer empresa que vende bens de consumo, e não há apenas uma pessoa trabalhando em um momento no posto de gasolina (que é um lugar bastante pequeno). Cerca de duas semanas atrás, meu chefe começou a perceber que estávamos com pouco óleo de motor. Na primeira, faltavam alguns recipientes de cada vez, em seguida, prateleiras inteiras e caixas da sala. Em breve, os embarques inteiros teria ido ao dia seguinte.


Chegamos a eles, e seria sempre logo após mudanças de Jeremy. Meu chefe tem verificado as fitas da câmera de segurança de cada noite que Jeremy trabalhou, mas ele nunca poderia pegá-lo em flagrante. Jeremy trancava no fechamento, em seguida, o óleo de motor sumia na manhã que aparecia..



Meu chefe geralmente leva a fitas para casa com ele para tentar pegar Jeremy roubando, mas a sua filha tinha um jogo de softball na noite passada, então ele me pediu para assistir a fita para ele. Ele se ofereceu para me pagar horas extras, então obviamente eu levei essa oferta. Há três câmeras, então ele me deu três fitas diferentes para verificar. Eu imaginei que seria uma longa noite, mas eu estou tentando viajar nas férias, então eu realmente precisava do dinheiro. Peguei as fitas, coloquei-as em um velho videocassete e me sentei.


Dois dias atrás (a última vez que ele trabalhou), Jeremy começou às 04h00min. Tudo parecia muito normal no início. Ele contou o dinheiro da gaveta, e esperou por um cliente. A primeira pessoa que veio foi a Sra. Templeton (o tempo no vídeo era 04:03), um cliente normal. Ela pegou os cigarros e um jornal, e pagou com uma nota de vinte. Nada incomum lá. O próximo cliente era um cara da área chamado Ron. Ele dirige uma moto, geralmente vem em todos os dias. Ele encheu o tanque, pegou um saco de beef jerky, pagou com seu cartão de crédito, e, em seguida, saiu. Depois entrou um cara com um chapéu de cowboy. Eu nunca tinha visto ele antes, mas nós ganhamos muitos de estranhos que passam, assim como em qualquer posto de gasolina. Ele pegou quarenta dólares de combustível diesel, pago com uma nota de cem dólares, e prosseguiu o seu caminho. Sentei-me para trás e suspirei. A única coisa mais chata do que fazer este trabalho é ver alguém fazer isso.



A oferta do meu chefe foi o suficiente para me manter assistindo. Tudo parecia muito normal. Eu tinha a sensação de que, se Jeremy estava roubando o óleo do motor, ele sabia que estávamos desconfiados dele até agora. Eu não esperava que ele fosse burro o suficiente para nos deixar pegá-lo na câmera.


Às 05h03min, a Sra. Templeton voltou, ela deve ter esquecido alguma coisa. Mas ela não fez nada demais. Ela comprou o mesmo maço de cigarros, como antes, o mesmo jornal. Ela pagou com mais vinte. Isso é estranho, eu pensei, mas novamente, ela está um pouco distraída. Eu pensei que Jeremy deveria ter dito a ela que já tem seus cigarros, mas não é contra as regras  vender à alguém a mesma coisa duas vezes. Foi quando Ron veio novamente. Ele comprou outro tanque de gasolina (para sua moto novamente, mais tarde eu verifiquei a câmera ao ar livre, porque eu pensei que talvez ele tivesse outro carro que ele queria encher) e é o mesmo pacote de charque. Ele pagou com seu cartão de crédito novamente.


Não é grande coisa, eu percebi que isso era apenas uma coincidência estranha. Sra. Templeton é esquecida e Ron provavelmente possui mais de uma Harley. É quando o cara no chapéu de cowboy voltou para dentro eu senti um arrepio na espinha. "Não pegue diesel, não pegue diesel", eu encontrei-me sussurrando para mim mesmo na sala vazia... Mas ele fez. Ele pegou quarenta dólares de combustível diesel e pagou com outra nota de cem dólares. Cada movimento que ele fez foi idêntica a sua primeira visita, até a maneira como ele coçou o nariz, antes que ele saiu. Ou esse cara é rico, dono de uma grande quantidade de caminhões, e acabou de se mudar para a cidade, ou algo realmente bizarro estava acontecendo. Eu continuei assistindo.


Cada cliente para a próxima hora era a mesma de antes. Cada um. Eu estava seriamente assustado, e em seguida, às 6:03, a Sra. Templeton voltou para dentro. Ela comprou os cigarros e jornais de novo, e pagou com uma nota de vinte novamente. Eu só assisti mais meia hora antes de começar o avanço rápido através do resto. Era tudo a mesma coisa. Cada cliente viria exatamente ao mesmo tempo, exatamente uma hora de intervalo.


Agora eu sei o que você está pensando. Esse filho da puta sorrateiro Jeremy tinha mexido com as fitas. Ele havia executado um loop de sua primeira hora de negócios mais e mais. Esse não foi o caso. Há janelas ao redor da área, registro o dinheiro que a câmara cobre, e vi a luz do sol desaparecer com o tempo correu por diante. A rotina de Jeremy não mudou, ele varreu, limpou, reabasteceu e fez todos os seus deveres exatamente como você esperaria. Mas os mesmos clientes iam chegando.


Eu estava em pânico neste momento. Algo estava muito errado com o que eu estava vendo, e eu não tinha nenhuma explicação para isso. Eu saltei para frente quando ele trancou e caminhou até seu carro. Ele não havia roubado nada, mas eu continuei assistindo, só para ter certeza.


Exatamente às 00h03min, de repente, o rosto de Jeremy aparece na câmera. Eu não quero dizer que ele moveu a cabeça em vista, quero dizer que em um segundo a loja estava vazia, e no próximo segundo seu rosto era tudo o que eu podia ver. Ele não estava olhando para a câmera, ele estava olhando para mim, eu tinha certeza disso. Eu gritei e se atrapalhei com o controle remoto. No momento em que eu o peguei, ele se foi. Um quadro que ele estava lá, o próximo ele não estava. Minhas mãos tremiam como um louco, mas eu peguei outra fita. A outra câmara interior mostra a área de volta, pelo registro de dinheiro, e eu gostaria de ser capaz de ver como ele se levantou para colocar o rosto na câmera como essa. Eu pulei na frente de 00h03min, mas não havia nada. Eu teria sido capaz de vê-lo de pé sobre uma cadeira ou algo nessa fita, mas ele não estava lá. Eu não o vi entrar na loja depois que ele a deixou. É como se ele não estava realmente lá. Ele não sabe o código de segurança, e nenhum alarme foi disparado naquela noite depois de ter sido trancado.


O que eu vi, no entanto, era que às 00h03min, o óleo do motor desapareceu da prateleira. Tudo isso. Mesmo que o rosto de Jeremy, um segundo apareceu e no próximo não. Tirei a fita do vídeo e fui para a cama, mas eu não consegui dormir em momento algum. Meu corpo está exausto agora, mas minha mente está confusa. Essa fita foi, sem dúvida, a mais apavorante coisa que eu já vi na minha vida.

Eu trabalho em poucas horas. Meu chefe me pediu para trazer as fitas de volta e deixá-lo saber  o que eu encontrei, mas na verdade, o que diabos é que eu vou dizer? Jeremy trabalha no turno da noite, hoje à noite, logo depois de mim, e que o plano é para o meu chefe vir pouco antes de eu sair e falar com ele comigo. Eu não tenho nenhuma ideia do que eu vou fazer. Acho que vou ter que mostrar para meu chefe as fitas, mas eu não quero vê-las com ele. Eu nunca mais quero ver algo assim novamente. Eu não consigo tirar a imagem de Jeremy da cabeça, vejo-o apenas sorrindo diretamente para a câmera , era o olhar mais apavorante que eu já vi na cara de um ser humano.


De qualquer forma, vou tentar novamente para obter algum último minuto antes de dormir, eu tenho que entrar e lidar com isso. Eu vou deixar vocês saberem o que acontece...


UPDATE (02h49min): Estou escrevendo por via do meu celular, me desculpo agora se tiver algum erro. Meu chefe acabou de assistir a última das fitas. Eu disse a ele o que esperar, mas você realmente não pode preparar alguém para algo como isso. Ele está se cagando de medo (e eu também ainda estou) e Jeremy deverá entrar as quatro. Nós temos pouco mais de uma hora para encarar tudo isso juntos, mas nenhum de nós sabe o que dizer a ele. Ele é apenas um cara fodido que gosta de roubar o óleo do motor e assustar a merda de pessoas? Ou ele é outra coisa? Eu não sei se isso é loucura, mas será que alguém acha que ele poderia ter alguma coisa a ver com a volta do tempo? Meu chefe disse que nunca notou nada parecido nas outras fitas, mas a maneira como ele apareceu em um presente que me fez pensar que ele sabia que eu estaria assistindo. É como se ele quisesse-me para ver o que ele poderia fazer. Como se ele estivesse mostrando ou algo assim. A maneira como ele sorriu para a câmera era como uma criança mostrando-lhe um castelo de areia que acabou de construir ou algo assim. Eu não sei, eu provavelmente pareço louco. Eu com certeza me sinto parte disso. Eu vou falar com o meu chefe um pouco mais. Nós temos que nos acalmar-se e descobrir como lidar com isso. Vou atualizar novamente hoje à noite, mas eu tenho um mau pressentimento sobre como isso vai acontecer.


UPDATE (04h33min): Não há sinal de Jeremy. Tentei ligar para ele, mas o telefone foi desligado. Nós estamos chamando a polícia.


UPDATE (05h33min): Não há sinal de Jeremy. Tentei ligar para ele, mas o telefone foi desligado. Nós estamos chamando a polícia.


UPDATE (18h33min): Não há sinal de Jeremy. Tentei ligar para ele, mas o telefone foi desligado. Nós estamos chamando a polícia.


UPDATE (19h33min): Não há sinal de Jeremy. Tentei ligar para ele, mas o telefone foi desligado. Nós estamos chamando a polícia.


UPDATE (20h33min): Não há sinal de Jeremy. Tentei ligar para ele, mas o telefone foi desligado. Nós estamos chamando a polícia.


UPDATE (22h58min): Puta merda. Puta merda santa puta merda. Eu cheguei em casa e vi minhas atualizações anteriores. As coisas fazem menos sentido agora do que nunca. Aqui está o que eu posso te dizer. Fui trabalhar e Jeremy nunca apareceu, meu chefe e eu decidi chamar a polícia, como você está bem ciente. Quando eu peguei o telefone para ligar, o sol saiu. Aparentemente eu apaguei por exatamente cinco horas, porque quando eu olhei para o relógio, era 09h33min. Acho que ficou preso no laço do tempo de Jeremy, e então eu apaguei, se isso faz sentido. Mas isso é quando as coisas ficaram realmente estranhas.


Meu chefe estava ao meu lado quando eu apaguei, pronto para colaborar com a minha história para a polícia. Quando voltei a mim, o telefone estava na minha mão, mas ele estava desligado. Meu chefe ainda estava lá, mas ele não estava se movendo. Ele estava de pé, mas congelado. Olhei para o relógio de novo e ele não estava se movendo. Era exatamente 09:33. O relógio no registro (tela do computador) não estava se movendo também. Meu telefone foi congelado. Houve até um cliente no balcão, esperando meu patrão para levá-lo cigarros. Eu estou apostando que seria seu quinto pacote do dia.


Não trave, não apague as luzes, e desculpe-me, eu não pegar as fitas de segurança para fazer o upload na internet. Acredite em mim, isso era a última coisa em minha mente. O posto de gasolina está em uma estrada principal e os carros estavam estacionados ao longo dela, exceto que eles não estavam estacionados, eles estavam parados. As pessoas dentro dos carros estavam sentadas imóveis como estátuas de cera. Eu entrei no meu carro e rezei para que ele iria ligar. Felizmente ele fez.


Cerca de meio caminho de casa, o tempo começou a fluir novamente. A estática do rádio se transformou em música, como é suposto de ser, e de que eu poderia dizer, ouvindo a conversa entre as músicas do rádio, ninguém percebeu que o tempo parou, ou o que fosse. Eu era o único. Bem, eu tenho certeza que Jeremy percebeu bem. Eu ainda não tenho ideia de onde ele está ou o que está fazendo. Eu estou me escondendo no meu quarto e irei chamar a polícia novamente pela manhã. Estou com medo pela minha vida neste momento. Vou atualizar amanhã, se eu puder.


FINAL UPDATE (10h33min): Eu finalmente caí no sono na noite passada em torno de 4h. Eu não tenho nenhuma ideia de como eu fiz isso, eu acho que a exaustão finalmente obteve o melhor de mim. Esta manhã, eu acordei com o meu telefone tocando, era meu chefe. Ele estava me chamando desde as 6h. Ele acordou quando o tempo voltou ontem à noite e imediatamente chamou a polícia. Eles vieram para ver o que estava errado e ele disse-lhes tudo. A polícia aqui são todos rapazes que não trabalham há muito tempo, eles estavam mais preocupados com o óleo de motor faltando do que qualquer coisa, mas meu chefe imaginou que ele iria levá-lo, desde que ele teve a sua atenção. Eles decidiram ir à procura de Jeremy.


Nós mantemos os registros de todos os nossos empregados em arquivo, e uma vez que Jeremy começou a trabalhar aqui há muito pouco tempo, a dele era fácil de encontrar. Eles checaram o endereço dele e fomos para até lá. Você não vai acreditar no que eles encontraram.


O endereço Jeremy listado sobre o seu pedido foi um lote vazio. Ou, pelo menos agora ele é. Costumava haver uma casa lá, mas foi incendiada em 1993. Sendo uma cidade pequena, quase todo mundo se lembra do fogo naquele dia. Uma família de quatro pessoas morava lá. Há rumores de que eles tinham um filho distante que eles nunca realmente falaram, mas eu não posso dizer com certeza se isso é verdade. O que posso dizer é que na verdade é que depois de uma investigação de seguros, o fogo foi classificado como um incêndio criminoso. Toda a casa foi embebida em óleo e incendiaram com um coquetel molotov. Toda a família estava dormindo quando aconteceu, nenhum deles sobreviveu.

 Eles nunca pegaram o cara que fez isso. Há rumores de que quando eles tentaram entrar em contato com o filho distante, ninguém poderia encontrá-lo.


De qualquer forma, meu chefe me chamou e me disse isso, e eu me apavorei. Então ele me pediu para ir ao posto de gasolina. "O que você está louco?" Eu disse, mas ele me garantiu que os policiais estavam lá com ele. Em seguida, ele me falou uma coisa que realmente me surpreendeu: o FBI também estava na cidade e eles estavam indo falar comigo, então eu poderia muito bem ir até lá. Era 07h15min e eu queria ir para a cama, mas achei que não seria capaz de dormir muito mais. De qualquer maneira, eu me deitei.


Quatro homens de terno me cumprimentaram e disseram-me para se sentar. Repassei tudo duas ou três vezes até que eles tiveram todos os detalhes do que aconteceu. Eu disse a eles sobre Jeremy, a fita de segurança, ontem à noite no trabalho. Tudo. Finalmente, depois que eu terminei, um dos agentes disse: "Oh Cristo, nós temos outra questão em nossas mãos." Então eles me fizeram assinar um monte de papéis dizendo que eu não iria contar a ninguém sobre o que aconteceu, por isso não posso dizer muito mais. Eu posso estar infringindo a lei apenas por postar isso.


Então agora eu estou em casa. Eu não sei o que fazer comigo mesmo. Acredito que as palavras do agente irá me atormentar pelo resto de minha vida.


De qualquer forma, eu tenho que ir. Tenho algumas coisas para fazer hoje, e então eu tenho que ir trabalhar para pegar algumas fitas. Meu chefe e eu achamos que esse cara novo, Jeremy, fica roubando o óleo do motor e eu tenho que assistir as imagens de segurança para ver se eu posso pegá-lo fazendo isso. Eu tenho coisas melhores para fazer, mas meu chefe está me pagando horas extras, e eu estou tentando viajar nas férias. Deve ser muito simples: o óleo sempre desaparece logo após seus turnos. Acho que vou apenas assistir as fitas, e pegá-lo no ato, deve ser isso.