domingo, 13 de março de 2016

Minha amiga morreu de um jeito muito estranho...

Sabrina Carrington, 25 anos de idade, caiu da escada duas horas e pouco da manhã. Segundo as informações que a polícia conseguiu resgatar do celular, ela estava mandando mensagens pouco antes de tropeçar. Um jeito muito moderno de morrer, certamente, mas nada malicioso. Apenas uma infeliz coincidência. Uma simples tragédia.

Eu fui a última pessoa com quem Sabrina entrou em contato. Eu era a pessoa com quem ela estava trocando mensagens antes de cair. Eu fui a pessoa que, uma semana depois, finalmente tive que encarar o rosto angustiado e confuso de seu marido.

Todos os que foram ao funeral e toda congregação estavam ansiosos por uma resposta - Qual era o assunto de nossa conversa, o que era tão interessante que fez com que Sabrina estivesse perambulando a noite e no escuro, em sua casa, enquanto trocávamos mensagens?

Eu tinha que contar a verdade: Não entendi o que Sabrina estava tentando me dizer. Embora ainda fossemos amigas, mesmo depois de dez anos da nossa formatura, a última vez que tínhamos entrado em contato foi a dois meses antes, quando fomos almoçar juntas. Mas desta vez suas mensagens eram bem enigmáticas, pelo menos. A polícia me deu a conversa que tivemos pelas mensagens transcritas e impressas, para que eu lesse novamente, mas não foi de muita ajuda. Me lembro muito bem daquela noite e já a revivi milhares de vezes; tipo quando fui acordada pela vibração do meu iPhone perto do meu ouvido.

SABRINA: (01:48): E.J? E.J, Estou com muito medo. Estou do lado de fora da sua casa. Como eu vim parar aqui?

E.J: (01:49): Você deve ter vindo dirigindo? Sabrina, que porra é essa? O que está acontecendo?

SABRINA: (01:49): Não, eu não vim dirigindo. E.J, me deixa entrar.

E.J: (01:49): O que foi? O que aconteceu?

SABRINA: (01:50): Você não está me ouvindo bater na porta?! Estou congelando aqui fora! Me deixa entrar!

E.J: (01:50): Deve estar uns 23 Cº e não estou ouvindo nada.

SABRINA: (01:51): Ah, tua campainha também está estragada? Ok, vou entrar pelos fundos. Sua chave extra ainda está no vaso de flor, né?

E.J: (01:51): Espera, tô indo aí.

E.J: (01:52): Sabrina, onde diabos você está?

SABRINA: (01:52): Estou na sua sala, te esperando. Ou será que vou ter subir aí e arrastar essa sua bunda gorda para fora da cama? Sério, E.J, eu estou surtando. Eu não sei explicar como eu vim parar na porra da sua casa agora.

E.J: (01:53): Sabrina, para de brincadeiras. Você não está na minha sala. Se não parar de zoar comigo, vai ver só!

SABRINA: (01:53): Então quer dizer que você não me ouviu derrubar o seu vaso de flor?

E.J: (01:54): Mas que diabos você está falando???

SABRINA: (01:54): Espera aí, deixa eu tentar te ligar. Talvez funcione a ligação agora.


É só isso. Uma ligação de três segundos foi registrada do celular dela para o meu, mas não foi sólida o suficiente para ajudar nas investigações. Quando atendi o telefone as 01:54 da manhã, ouvi uma voz masculina não familiar de fundo, e Sabrina exclamando "E.J!". Ela parecia surpresa e aliviada quando a ligação foi desconectada.

Continuei a mandar mensagens para ela depois desse estranho incidente, mas não recebi resposta até que, bem, até que recebi a polícia na minha porta.O marido dela a encontrou no pé da escada por volta das duas da manhã, pois se acordou com o estrondo dela caindo. Assim como todos os que foram no funeral, os investigadores esperavam que eu tivesse uma resposta para resolver esse mistério. Sabrina estava convencida que estava do lado de fora da minha casa, mas o fato que demora mais ou menos vinte minutos de carro para chegar da casa dela até a minha, provava o contrário. As digitais dela não foram encontradas na porta da frente ou dos fundos, e o único vaso de flor da minha casa estava intacto.

No final, assinaram o caso com acidental e concluíram que ela estava em estado sonambulo (e mandou mensagem enquanto estava nesse estado de sonambulismo). Como as pessoas estavam ansiando uma resposta, todos aceitaram essa justificativa. Depois de um mês, eu também  estava inclinada a aceitar essa resposta. Até doze horas atrás.

Doze horas atrás eu acordei com alguém batendo na minha porta da frente.

Minha primeira ideia foi ignorar. Estava gripada para caramba, e não estava com humor para ser acordada no meio da noite. Não ligava se fosse meu vizinho vindo me avisar que minha casa estava pegando fogo. Eu esperaria até que os detectores de fumaça começassem a apitar antes de mover um centímetro do meu corpo para sair da cama.

Dei um pulo quando ouvi o som de vidro quebrando, meu corpo se preparando para a ideia de ter um invasor na minha casa. Me arrepiando com o silêncio repentino que veio depois, me estiquei para pegar o bastão de beisebol que fica perto da minha cama. Sempre fui preguiçosa demais para conseguir uma licença para arma de fogo e também para me registrar em aulas de tiro, e naquele momento me odiei por isso.
Descendo as escadas sorrateiramente, meu coração batia na minha garganta. Eu respirava pela boca, amaldiçoando meu sistema imunológico por me dar uma gripe tão ferrada que não conseguia respirar pelo nariz silenciosamente. Com os ouvidos meio entupidos, ouvi alguém digitando rapidamente, acompanhada com uma voz feminina xingando baixo.

Parei de andar quando tive uma visão melhor da sala de estar. Havia uma silhueta lá. Uma sombra com o rosto iluminado pela luz de um iPhone. Minha voz saiu rouca, parecendo estranha até para meus próprios ouvidos.

"Sabrina?"

Impossivelmente, ela respondeu. Eu vi ela sorrir e gritar meu nome. Veio em minha direção correndo, abrindo os braços para me abraçar, mas-

Quando pisquei, ela desapareceu.

Fiquei de pé no pé da escada por um bom tempo, esperando algo acontecer. Mas no final das contas, foi só isso. Fechei a porta dos fundos que estava entreaberta, com aquele frio absurdo de -5 Cº, depois varri os cacos do de vidro do vaso de flor que estava no chão da cozinha. Liguei todas as luzes da casa e a TV também. Esperei até meio dia para ir almoçar em um restaurante, onde fiquei sentada quase o dia inteiro, repensando nos últimos minutos da existência de Sabrina Carrington.

Em algum momento antes de 01:48 da manhã, Sabrina acordou e começou a andar pelo segundo andar de sua casa. De alguma forma, ela apareceu na minha porta, por apenas instantes. Não existe explicação cientifica para uma teletransportação de cinco minutos para o futuro, ou nenhuma razão lógica de o porquê algo tão fantástico e imprevisível aconteceria com a Sabrina Carrington que fez a cadeira de Biologia comigo.

É com um gosto amargo em minha boca que digo que Sabrina deu um tropeção acidental para o futuro e, infelizmente, conseguiu dar o passo de volta para o passado.

Eu trabalhava no necrotério para tirar um dinheiro extra.

u não tinha pretensão de contar essa história para ninguém. Nunca. Já fazem mais de quinze anos e, na época, não achei que valesse a pena. Mas como meu tempo na terra está chegando ao fim, de alguma forma não vou suportar deixar essa memória cair em um limbo. Existe uma verdade aí, mas sou muito estúpida para entendê-la. Então vou deixar aqui. Talvez algum de vocês possa dar sentido a isso tudo.

Quando eu tinha vinte e poucos anos, fiz um curso de enfermagem. Olha, não foi fácil nem barato. Então, acabei tendo empregos e funções bem esquisitas no hospital para conseguir pagar minhas contas no final do mês. A maioria nem era tão ruim assim. Na maior parte do tempo envolvia bastante limpeza e trabalho de recepção.

Mas então, é claro, teve o necrotério.

Eu não gostava de trabalhar lá em baixo no necrotério. Francamente, não conheço muitas pessoas que tenham gostado. Mas o pagamento era ótimo em troca de pouco trabalho. Tudo que eu tinha que fazer era limpar e ficar de olho nas coisas quando não havia médicos presentes, algo que acontecia geralmente tarde da noite. Ocasionalmente, tinha que ajudar a mover um corpo de lugar, também. Mas isso não é nada com que eu não pudesse lidar.

Eu passava minhas noites lá em baixo, mais ou menos três ou quatro noites por semana. Limpava tudo e então me sentava para estudar, tendo certeza que tudo estava "nos trinques", como as freiras costumavam dizer.

Não era um trabalho difícil. Mas eu não gostava.

Veja bem, o necrotério ficava no porão, bem em baixo, depois de um longo corredor com luzes fracas. Você deve pensar que trabalhar em um necrotério faz com que você se lembre da morte e, bem, você está certo. Mas não é só isso. TODO o lugar parecia com a morte, ainda além dos corpos que regularmente abrigava. Pra mim, nunca pareceu normal. Achei que eu estava paranoica.

Mas uma noite foi provado que era muito mais que isso.

Ainda me lembro que era uma quinta-feira. Não sei o porquê disso se destacar tanto nas minhas memórias, mas simplesmente acontece. Era quinta-feira e eu estava sozinha no necrotério. A noite foi relativamente normal, apenas um corpo tinha sido levado pra lá. Me lembro que o médico que trouxe o corpo parecia no sei limite. Quando perguntei o motivo, ele disse:

"Quando esse cara chegou, estava perfeitamente bem, mas não parava de gritar que iria morrer. Achamos que ele era hipocondríaco ou que talvez estivesse tendo um episódio de surto psicótico. Quando estávamos prestes a sedá-lo, o corpo dele simplesmente... desligou. Foi como se tudo lá dentro tivesse parado. Morreu em poucos minutos. Não conseguimos reanimar. Ninguém faz ideia o que o matou."

Meu coração dava fisgadas enquanto eu ajudava a colocar o corpo na mesa. Estávamos com poucos funcionários no hospital naquele dia, então ele só seria examinado no dia seguinte, quando um médico estaria disponível para fazer a autópsia. Isso significava que eu teria que ficar com aquele cadáver ali a noite toda.

Bem, isso não me incomodava muito. Claro, era meio medonho, mas nada que eu já não tivesse lidado.

Então, quando o médico saiu, peguei meus livros e me debrucei sobre eles, esperando que isso dissipasse a tensão que ficara sobre o necrotério. Me vi procurando algo - qualquer coisa - que faltasse para limpar, mas o maldito lugar estava que era um brinco recém polido . Tentei me perder nas terminologias médicas dificílimas dos meus livros, mas por algum motivo, naquela noite em particular eu não conseguia me concentrar.

Talvez fosse minha intuição feminina. Ou quem sabe intuição mais... animalesca. De qualquer forma, eu podia sentir que algo estranho estava prestes a acontecer no necrotério.

É um clichê, mas aconteceu exatamente à meia-noite.

Começou com uma queda de energia. O único aviso que tive foi que, por um momento, as luzes piscaram antes da falta de energia, o silêncio que se seguiu era quebrado somente pelo crepitar das lampadas que estavam esfriando.

Merda, pensei. E agora?

Eu estava sentada na mesa onde os médicos costumam preencher a papelada depois das autópsias, então passei as mão rapidamente por de baixo da mesa e por dentro das gavetas, tentando achar uma lanterna. Tentei não pensar no cadáver que esperava no escuro.

Por Deus, Marybeth, é apenas um cadáver, não pode te machucar. Engole o choro!

Eu estava procurando na terceira e última gaveta quando a luz voltou e vi algo estranho pelo canto do meu olho.

Minha respiração trancou na minha garganta porque em algum lugar no fundo da minha mente eu sabia que já tinha passado por coisa suficiente para saber o que aquilo significava. Mas o resto de mim ainda estava descrente. Lutando uma batalha interna, virei lentamente em direção da outra mesa.

O cadáver estava sentado.

Meu primeiro pensamento, claro, era que não era um cadáver coisíssima nenhuma. O médico já havia dito que ele tinha simplesmente "desligado"... A equipe médica podiam ter se enganado. Mas algo continuava a me impedir de andar até lá para ver se o homem estava bem.

Ele não estava respirando.

Podia ser facilmente confundido com uma estátua. Tentei falar para mim mesma que estava sim respirando, que simplesmente eu não conseguia ver da distância que estava, mas não fiquei convencida. Tentei me forçar a andar até ele, mas não conseguia.

De repente, a cabeça dele vira em minha direção.

Não vi acontecer de fato. Pisquei e, quando abri os olhos novamente, a posição da cabeça havia mudado. Para piorar a situação, isso devia ser impossível, pois eu estava diagonalmente atrás dele. Cabeças não viram tão para trás assim, a não ser que o pescoço esteja quebrado ou muito detonado. Mas ali estava ele, seus olhos cravados em mim.

E foi aí que notei os olhos.

Na verdade, não existiam. Eram apenas dois buracos nojentos olhando para mim e, sim, ele ESTAVA olhando. Tenho certeza que aquele cadáver tinha olhos quando chegou mais cedo ao necrotério. Mas isso não importa. O que importa é que agora tinham sumido.

Pisquei.

Desta vez, estava sentado na ponta da mesa, com as pernas pendendo para fora. Ele balançava as pernas como uma boneca de pano, e foi com esse movimento tenebrosos que encontrei minha voz.

Gritei e corri para a porta.

Você se lembra dos corredores que mencionei antes? Os compridos de luzes fracas que eu precisava passar para chegar no necrotério?

Haviam corpos alinhados no chão deles.

Corpos parados, que não respiravam, bem mortos. E nenhum deles tinha olhos.

Mas todos olhavam para mim.

Isso quase fez com que eu parasse ali mesmo, pois sentia que estava presa entre duas mortes diferentes. Estava totalmente apavorada com a ideia de que, se eu pisasse no corredor, eles pulariam em mim como pássaros demoníacos e arrancariam meus olhos para que eu não olhar para eles. Ao mesmo tempo, eu sabia que o outro cadáver estava se aproximando rapidamente.

Então cometi um erro. Me virei para trás.

Ele estava de pé, a menos de 30 centímetros de mim.

Aqueles buracos no rosto olhavam para mim enquanto a pouca pendia aberta, desengonçada. Uma vibração esquisita emanava do cadáver, e um filete de sangue caia pelo canto de sua boca.

Meu corpo fez a decisão por mim. Corri.

Corri, corri, corri, corri até que consegui sair do hospital. As enfermeiras de plantão tentaram me impedir, mas eu não podia ser impedida. Corri algumas quadras que separavam o hospital de nossos dormitórios. Corri para dentro e caí no chão, assustado imensamente a Irmã Ruth, que estava monitorado o andar naquele dia.

Irmã Ruth era rigorosa, mas era boa de coração. Ela sabia que eu deveria ficar no necrotério até as quatro da manhã, então estava pronta para me xingar quando viu meu rosto. Não sei exatamente o que ela leu na minha expressão, mas não me castigou. Também não me perguntou o que aconteceu. Simplesmente ligou para o hospital notificando que teriam que mandar outra pessoa lá para baixo para me substituir.

Quando desligou o telefone, eu já estava soluçando, o medo escorria pelos meus olhos. Ela colocou os braços em meus ombros e sussurrou "shhh, está tudo bem, você não precisa voltar pra lá".

E não voltei. Em todos meus anos como enfermeira, nunca mais voltei para aquele necrotério, aliás, nenhum necrotério. Não sou uma estranha para a morte. Essas coisas não me assustam mais.

Fonta : CreepypastaBrasil

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Creepypasta! - Sr. Bocalarga.

Durante minha infância minha família era como uma gota d'água em um vasto rio, nunca permanecia no mesmo local por muito tempo. Nós nos estabelecemos em Rhode Island quando eu tinha oito anos, e lá ficamos até eu ir para uma faculdade em Colorado Springs. A maioria das minhas memórias estão enraizadas em Rhode Island, mas há fragmentos do fundo do meu cérebro que pertencem a várias casas que vivemos quando eu era muito mais novo.

A maioria destas memórias são sem sentido e não são claras - perseguindo um outro garoto em um quintal em uma casa da Carolina do Norte, tentando construir uma jangada para flutuar no lago atrás do apartamento que alugamos na Pensilvânia, e por aí vai. Mas tem esse set de memórias que eu lembro claro como a água, como se tivesse acontecido ontem. Eu constantemente fico divagando se essas memórias não foram apenas sonhos lúcidos produzidos por uma um longa gripe que eu tive naquela primavera, mas no fundo do meu peito, eu sei que elas são reais.

Nós estávamos vivendo em uma casa nos arredores da metrópole de New Vineyard, Maine, população 643. Era uma estrutura larga, especialmente para uma família de três pessoas. Havia alguns quartos que eu nem sequer tinha entrado ainda nos cinco meses que morávamos lá. De certa forma era desperdício de espaço, mas era a única casa disponível no mercado naquela época, pelo menos era a uma hora de distância do trabalho de meu pai.

No dia depois do meu quinto aniversário (com a presença só de meus pais), eu fiquei com febre. O médico disse que eu tinha mononucleose, o que significava nada de brincadeiras pesadas e mais febre por pelo menos três semanas. Foi uma época horrível para ficar de cama - estávamos em processo de empacotamento de nossas coisas para nos mudar para Pensilvânia, e a maioria das minhas coisas já estavam empacotadas em caixas, deixando meu quarto vazio e desconfortável. Minha mãe me trazia Ginger Ale (N.T: Refrigerante local) e livros várias vezes por dia, e essas coisas tiveram a função de ser minha forma de entretenimento pelas próximas semanas. O tédio vinha toda vez me atormentar, esperando os momentos certos para me atingir e só piorar minha miséria.

Eu não me lembro exatamente como eu conheci Sr. Bocalarga. Eu acho que foi tipo uma semana depois de eu ter sido diagnosticado com mono. Minha primeira memória da pequena criatura foi perguntar para ele se ele tinha um nome. Ele me disse para chamá-lo de Sr. Bocalarga, porque sua boca era larga. De fato, tudo nele era largo em comparação ao corpo dele - a cabeça dele, olhos, orelhas pontudas - mas sua boca era de longe a mais larga.

"Você parece um Furby," Eu disse enquanto ele folhava um dos meus livros.

Sr. Bocalarga me deu um olhar curioso. "Furby? O que é um Furby?" ele perguntou.

Eu encolhi os ombros. "Você sabe... o brinquedo. O pequeno robô com grandes orelhas. Você pode criá-lo e dar comida como um bichinho de estimação de verdade."

"Ah." Sr. Bocalarga resmungou. "Você não precisa de uma desses. Eles não são a mesma coisa que ter amigos de verdade."

Eu lembro de Sr. Bocalarga desaparecendo todas as vezes que minha mãe vinha dar uma olhada em mim. "Eu me escondi debaixo de sua cama," ele explicou posteriormente. "Eu não quero que seus pais me vejam porque estou com medo que eles não nos deixem brincar juntos de novo."

Não fizemos muitas coisas nestes primeiros dias. Sr. Bocalarga apenas olhava meus livros, fascinado pelas histórias e figuras que eles continham. Na terceira ou quarta manhã depois de conhecê-lo, ele me saudou com um largo sorriso no rosto. "Eu tenho um novo jogo que podemos jogar," ele disse. "Temos que esperar até depois que sua mãe vier te ver, porque ela não pode nos ver jogar. É um jogo secreto."

Depois que minha mãe me entregou mais livros e refrigerante, Sr. Bocalarga pulou de debaixo da cama e puxou minha mão. "Nós temos que ir no quarto no final do corredor," ele disse. Eu protestei de início, pois meus pais tinham me proibido de sair da cama sem a permissão deles, mas Sr. Bocalarga persistiu até eu ceder.

O quarto em questão não tinha móveis ou papel de parede. Seu único traço característico era a janela em frente a porta. Sr. Bocalarga disparou pelo quarto e abriu a janela com um puxão firme. Então ele me chamou para olhar o chão lá para baixo.

Nós estávamos no segundo andar da casa, mas era sobre uma colina, e por esse ângulo a queda foi mais longa do que o esperado devido a inclinação. "Eu quero brincar de fingir aqui em cima," Mr. Bocalarga explicou. "Eu finjo que tem um grande e fofo trampolim embaixo da janela. Se você fingir bem forte você quica de volta para cima bem alto. Eu quero que você tente."

Eu era um menino de cinco anos de idade e febril, então apenas um pouquinho de ceticismo passou pela minha mente enquanto eu olhava para baixo e considerava a possibilidade. "É uma queda longa". Eu disse.

"Mas isso é tudo parte da diversão. Não seria divertido se fosse uma queda curtinha. Se fosse assim você podia muito bem apenas pular de um trampolim normal."

Eu brincava com a ideia na minha cabeça, imaginando-me cair através do vento frio para então quicar em algo invisível aos olhos nus de volta no ar e voltar para a janela. Mas o realismo prevaleceu em mim. "Talvez outra hora," eu disse. " Eu não sei se tenho imaginação suficiente. Eu poderia me machucar."

O rosto de Sr. Bocalarga se contorceu em um rugido, mas apenas por uns segundos. A raiva sumiu para logo o desapontamento. "Se você diz..." ele disse. Ele passou o resto do dia debaixo da minha cama, quieto feito um ratinho.

Na manhã seguinte Sr. Bocalarga chegou segurando uma pequena caixa. "Eu quero te ensinar malabarismo," ele disse. "Aqui tem algumas coisas que você pode usar para praticar, antes de eu começar a te dar lições."

Eu olhei a caixa. Estava cheia de facas. "Meus pais vão me matar" Eu gritei, horrorizado que Sr. Bocalarga tinha trazido facas para meu quarto - objetos que meus pais nunca me permitiram tocar. "Eles vão me bater e me deixar de castigo por um ano!"

Sr. Bocalarga franziu a testa. "É divertido fazer malabarismo com isso. Eu quero tentar."

Eu empurrei a caixa para longe. "Não posso. Vou me meter em encrenca. Facas não são seguras para serem jogadas no ar."

O franzir de testa de Sr. Bocalarga se transformou em uma carranca. Ele pegou a caixa de facas e foi para debaixo da cama, e permaneceu lá o resto do dia. Eu comecei a pensar o quão frequente ele ficava abaixo de mim.

Eu comecei a ter problemas para dormir depois disso. Sr. Bocalarga me acordava com frequência a noite, dizendo que tinha colocado um trampolim de verdade debaixo da janela, um bem grande, que eu não conseguiria ver porque estava escuro. Eu sempre negava e tentava voltar a dormir, mas Sr. Bocalarga era persistente. Algumas vezes ele ficava ao meu lado até cedinho da manhã, encorajando-me a pular.

Ele não era mais tão legal para brincar.

Minha mãe entrou no quarto uma manhã e disse que eu tinha permissão para dar uma volta lá fora. Ela pensou que um pouco de ar fresco seria bom para mim, especialmente depois de ficar confinado no meu quarto por tanto tempo. Entusiasmado, ponho meus tênis e disparo para a porta dos fundos, gritando de alegria por sentir de novo o sol no meu rosto.

Sr. Bocalarga estava esperando por mim. "Eu tenho algo que quero que veja," ele disse. Eu devo ter olhado estranho para ele, pois em seguida ele disse, "É seguro, prometo."

Eu segui ele até o começo de uma trilha estreita que adentra a floresta atrás da casa. "Esse é um caminho importante," ele explicou. "Eu tenho muitos amigos da sua idade. Quando eles estão prontos, eu os levo adentro dessa trilha, para um lugar especial. Você não está pronto ainda, mas um dia, eu espero que esteja."

Eu voltei para casa, me perguntando que tipo de lugar poderia estar adentro da trilha.

Duas semanas depois de conhecer Sr. Bocalarga, a última demanda das nossas coisas estavam sendo colocadas em um caminhão de mudança. Eu estaria dentro da cabine daquele caminhão, sentado perto de meu pai pela longa viagem para a Pensilvânia. Eu considerei falar para o Sr. Bocalarga que eu estava indo embora, mas mesmo aos cinco anos de idade, eu estava começando a suspeitar que talvez a criatura tinha intenções não muito boas, considerando as coisas que ele tinha dito anteriormente. Por essa razão, eu decidi manter a partida em segredo.

54544278.jpgMeu pai e eu estávamos no caminhão as 4 da manhã. Ele esperava chegar na Pensilvânia pela hora do almoço de amanhã, com a ajuda de um carga infinita de café e seis pacotes de bebidas energéticas. Ele parecia mais com um homem que ia correr uma maratona do que iria passar o dia todo sentado em um carro.

"Cedo suficiente para você?” ele perguntou.

Eu acenei e encostei minha cabeça contra o vidro, esperando dormir por algumas horas antes do sol nascer. Eu senti a mão de meu pai no meu ombro. "Essa é a última mudança, filho. Eu prometo. Eu sei que tem sido difícil para você, por ter estado tão doente. Assim que papai for promovido nós podemos sossegar e você pode fazer amigos."

Eu abri meus olhos assim que o carro começou a se mover. Eu vi a silhueta de Sr. Bocalarga na janela do meu quarto. Ele permaneceu de pé sem emoção nenhuma no rosto até que o caminhão pegasse a estrada principal. Ele acenou com a mãozinha pequena, com uma faca na mão. Não acenei de volta.

Anos depois, eu retornei para New Vineyard. O pedaço de terra que antes tinha minha casa estava vazio, exceto pelas fundações, pois a casa tinha queimado uns anos depois que minha família se mudou. Por curiosidade, eu segui a trilha estreita que Sr. Bocalarga tinha me mostrado. Parte de mim esperava que ele pulasse de trás de uma árvore me dando um puta susto, mas eu sentia que Sr. Bocalarga tinha ido embora, de alguma forma amarrado junto com a casa que não existia mais.

A trilha terminava no cemitério memorial de New Vineyard.

Eu notei que a maioria dos túmulos pertenciam a crianças.

Ficamos por aqui.
Sigam-me: @paulinhodantas4

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Essa regra beneficiara a todos.
Espero que entendam.

Para Onde as Crianças Más vão

Eu deveria ter uns seis ou sete anos, quando eu morava no Líbano. O país foi devastado pela guerra na época, e os assassinatos eram comuns e frequentes. Lembro-me durante uma era particularmente cruel, quando os bombardeios raramente cessavam, gostaria de ficar em casa sentado em frente a minha televisão assistindo a um show muito, muito estranho.

Era um show infantil que durava cerca de 30 minutos e continha imagens estranhas e sinistras. Até hoje eu acredito que o show era uma tentativa secreta dos meios de comunicação usarem táticas de intimidação para manter as crianças no lugar, porque a moral de cada episódio gira em torno de ideologias muito tensas: coisas como, "crianças más ficam até tarde", "crianças más ficam com as mãos debaixo das cobertas quando eles dormem", e "crianças más roubam comida da geladeira à noite."

Era muito estranho, e em árabe ainda para variar. Eu não entendia direito, mas a maior parte das imagens eram muito gráficas e aterrorizantes. A única coisa que eu gravei e não irei me esquecer, foi a cena final. Ela permaneceu quase a mesma coisa em todos os episódios. A câmera aumentava o zoom em uma velha e enferrujada porta fechada. Quanto mais próximo da porta, mais alto os gritos agonizantes se tornariam. Era extremamente assustador, especialmente para a programação infantil. Em seguida, um texto aparecia na tela em leitura árabe: "É para onde as crianças más vão." Eventualmente, a imagem e o som iriam desaparecendo aos poucos, e então seria o fim do episódio.

Cerca de 15 ou 16 anos depois eu me tornei um fotógrafo jornalístico. Esse show ficou marcado em minha mente por toda a minha vida, surgindo em meus pensamentos esporadicamente. Eventualmente, eu cansei disso, e decidi pesquisar sobre o programa. Eu finalmente consegui descobrir a localização do estúdio onde grande parte da programação desse canal tinha sido gravado. Após mais investigação e, eventualmente, viajar para o local, eu descobri que era agora desolada e tinha sido abandonada após a terrível guerra terminar.

Eu entrei no prédio com minha câmera. Ele estava queimado por dentro. Ou um incêndio eclodiu ou alguém queria incinerar todos os móveis de madeira. Depois de algumas horas cautelosamente fazendo meu caminho para o estúdio e tirando fotos, eu encontrei um quarto isolado e fora do caminho. Depois de ter que romper algumas fechaduras velhas e conseguir romper a porta muito pesada, eu permaneci parado e congelado na porta por alguns minutos. Vestígios de sangue, fezes e fragmentos de ossos minúsculos estavam espalhados pelo chão. Era uma sala pequena, e uma cena extremamente mórbida.

Mas o que realmente me chocou e me fez correr desesperadamente de lá foi avistar um microfone pendurado no teto, no meio da sala...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Um Dia Tipico

sso é tudo que eu faço o dia inteiro no trabalho. O tédio em geral pode se tornar realmente apavorante. Eu entro as seis da manhã. Pego um café na sala de descanso. Sento na minha escrivaninha. Está localizada em uma grande sala com duzias de outras escrivaninhas. Fico olhando meu computador por oito horas. Nesse meio tempo, almoço na sala de descanso. Sou obrigado a entrar em conversas sem sentido com meus colegas de trabalho. Então as cinco horas da tarde eu desligo meu computador e saio.

Um jeito terrível de passar o dia.

Mas em casa é pior.

Sento. TV. Como. Cago. TV. Durmo.

Isso é tudo que faço em casa. A úncia coisa que muda é o canal da TV. Sento sempre no mesmo lugar do meu sofá nada aconchegante. Como sempre a mesma comida congelada. Durmo sempre na mesma cama velha. Se conseguir dormir pelo menos cinco horas, talvez eu consiga fazer algo produtivo pela manhã. Mas nunca consigo.

Mas há uma luz no fim do túnel.

Hoje está programada uma promoção para mim.

Entro no trabalho as seis da manhã como sempre. Faço um pouco de café para mim. Sento na minha escrivaninha. Como sempre, sinto uma presença terrível atrás de mim. Isso é coisa do trabalho. Toda vez que estou sentado no meu computador, sinto uma escuridão logo atrás de meus ombros. Se me viro para tentar ver, nunca está lá. Mas sei que é real. Penso nele como um supervisor sem nome que observa tudo que faço. Ele flutua pelo ar, sugando a luz do meu cubículo. Se eu tentasse, acho que poderia tocá-lo. É como se fosse um nevoeiro, só que mais pesado.

Todos do escritório tem um desses. Mas ninguém fala sobre.

Chamo o meu de Fred.

Fred flutua por trás de mim enquanto dou uma olhada no meu e-mail. Não há nada de importante. Sally foi demitida ontem. Mas eu senti o cheiro da sua carne queimando quando entrei, então não fiquei surpreso. Larry mandou um e-mail para todo mundo lembrando que é aniversário de Tabitha. É certo que logo mais vou encontrar um cartão na minha mesa para assinar. Vamos comer leitão ao invés de bolo. É a comida preferida de Tabitha.

Abro um e-mail enviado pelo chefe. É apenas um vídeo longo de uma recém formada gritando enquanto ele a come por inteiro. Ele manda esse tipo de e-mail toda terça-feita. Recebemos diversos do tipo "acabei-de-sair-da-faculdade" querendo trabalhar aqui. Mas quando seu empregador é um ser de terror absoluto, você não pode esperar menos que alguns obstáculos na entrevista.

Larry rola sua cadeira em minha direção. "Ei! Você já assinou o cartão de Tabitha?"

"Não..." Larry é obcecado por aniversários. Creio que em todo escritório sempre tem alguém que ama festejar. Aqui essa pessoa é o Larry. Talvez seja porquê ele não comemora mais seus próprios aniversário? Não sei. Só sei que não aguento mais fingir que estou interessado em Tabitha estar fazendo 234 anos (pelo quinquagésimo ano seguido).

As rodas de Larry estão próximas. Posso sentir o cheiro de fluído de isqueiro no bafo dele. "Bem, quando o cartão passar por você, assine e mande pra mim." Ele dá um sorriso de neon.

Aceno com a cabeça e volto para meu computador. Se eu ignorar Larry por tempo suficiente, ele vai embora sozinho. Por outro lado, Fred ainda está flutuando macabramente. Suspiro e abro meu manual de trabalho.

Eu sou um dos responsáveis que designam as horas da morte. É um processo demasiadamente lento, levando em conta quantos bebês  nascem por dia. Já estou no milésimo registro e não são nem sete horas ainda. Clico no primeiro da lista e lhe dou uma hora de morte. Estou me sentindo bem vilão hoje, então esse só terá  mais seis horas de vida. Que pena para você, Zhou Li da China.

Nas próximas horas fiquei aguentando não só a respiração gelada de Fred na minha nuca, como o tédio que é o meu trabalho. Fomos ensinado a variar as horas de morte para que nem todos os bebês que nascerem hoje morram exatamente no mesmo momento posteriormente. Geralmente eu faço aleatoriamente, dependendo se eu acho o nome da pessoa bonito ou não. Ginger Whatley - oitenta e dois anos. Hayden Peyton - cinco meses. Bem, acho que você entendeu.

Perto da hora do almoço, o cartão de Tabitha aparece misteriosamente na minha escrivaninha. Na frente tem a foto de um gatinho dormindo. Dentro, a foto do mesmo gatinho mordiscando um globo ocular. Tem os seguintes dizeres: "Estamos de olho em você, Tabitha." Assino e adiciono alguns símbolos demoníacos ao lado para que ela ache que estou sendo sincero.

Devolvo o cartão para Larry, que estava soluçando histericamente. Estou prestes a sair para meu intervalo de almoço quando as trombetas começam a soar. Toca três vezes e logo as vozes de mil atormentados proclama: "Mike, apresente-se imediatamente ao escritório do chefe."

Porra, é agora. Minha chance de promoção. Ajeito minha jaqueta e arrumo meu cabelo preto. Ambos meus chifres estão na mesma posição, então tá tudo bem. Tenho que estar na minha melhor forma para ver o chefe. Ele tem um temperamento bem... delicado.

Ando até a porta do templo. Nenhum dos meus colegas de trabalho olham em minha direção, isso é protocolo. Dave cortou os pulsos como um gesto de boa sorte para mim. Acho que ouvi Polly sussurrando números. Que desgraçada.

As duas portas do templo são abertas por duas estátuas douradas e entro na sala. Está escuro, iluminada apenas por quatro velas vermelhas no chão. As paredes estão manchadas de sangue. A manutenção e a limpeza deviam fazer uma visitinha aqui. No meio da sala, sentado em um pentagrama no chão, está o chefe. Ele está palitando os dentes com um dos ossos do metacarpo. Um homem comido pela metade está rastejando em direção da porta. Está sorrindo. Ele deve ter conseguido um emprego.

O chefe acena para mim com sua mão grotesca. "Mike, chegue mais perto."

Dou um passo para dentro do templo e as portas se fecham atrás de mim. Dentro, não há nenhum som, a não ser a respiração horrenda do chefe. "Obrigada por me convidar, senhor."

"Sim, sim." O chefe arrota bem alto e uma nuvem de gás toxico toma conta do recinto. "Estou impressionado com sua falta de liderança, Mike."

"Obrigada, senhor." Uma das estátuas douradas me alcança um machado decorativo.

"Estou pensando em te promover." O chefe inclina em minha direção seu enorme corpo. Sua pele fica para um lado, mas suas entranhas se movem para o outro como se fossem feitas de gelatina. "Você quer ser promovido?"

Coloco o machado sobre meu estomago, do jeito que deve ser. "Sim, senhor."

O chefe piscas seus olhos repugnantes e o machado começa a ser empurrado contra minha pele. "Muito bem, então. Você conhece as regras?"

O machado está me cortando em dois lentamente. "Sim, senhor."

"Você não está mais encarregado das horas da morte. Agora você será um executador." O chefe se inclina em minha direção e vomita violentamente em mim enquanto o machado termina seu trabalho. Desmaio.

Quando abro meus olhos, estou em uma cama. A luz é bem diferente aqui. Me levanto, tentando me acostumar com essas perninhas de humano. Olho no espelho. Bosta, sou uma garota. Pareço ter dezesseis anos humanos. O chefe escolheu esse corpo especialmente para mim, então creio que deve estar de bom tamanho.

Olho em volta até encontrar minha carteira. Sim, eu estava certo. Dezesseis. Meu nome é Molly Dearly. Tenho que me lembrar disso. Também tenho de me lembrar que agora sou um humano. Tenho que me comportar como um ser humano. Já me falaram que o processo da infância é horrível, então tenho que me preparar. Puberdade é um tipo de morte, certo? Mas logo eu já receberei as instruções de como realmente executar humanos. Quero realmente aproveitar essa promoção. Assim como John e Charlie. Inferno, até Aileen conseguiu executar sete humanos antes de ser demitida.

Sou sortudo por ter conseguido essa promoção, mesmo tendo que lidar com essa vida estranha que foi me dada. Pelo menos não vou ter que assinar mais nenhum cartão de aniversário.

Fico aqui pensando... Será que Fred já está atormentando outro funcionário?

Autor: EZmisery    

O Portador De Riqueza

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer instituição mental ou casa de repouso onde você possa entrar. Quando chegar à recepção, peça para visitar alguém que se chama "O Portador da riqueza". O recepcionista levantará a sobrancelha como se intrigado. Peça uma segunda vez, o recepcionista dará de ombros e o levará até rua, onde uma mansão opulenta espera. Se você é observador por natureza, perceberá que a mansão não estava lá quando você começou a sua busca...

O recepcionista abrirá a porta, logo após o deixará só. A frente haverá uma grande escadaria, espiralando-se através do hall. As paredes estão cobertas com quadros e pinturas e uma grande estátua de mármore fica próximo das escadas. Características sobrenaturais, a imagem de um animal verdadeiramente horrível, um tanto estranha e mal. Admire o quanto quiser, mas não o toque, a menos que você deseja despertar o monstro esfomeado.

Suba a escada. Contanto que você não toque em nada, você estará seguro. Não entre em pânico. No topo das escadas, você encontrará uma pequena porta de madeira, a sua aparência simples e despretensiosa é um nítido contraste com os seus arredores decadentes. Ele irá abrir sozinha para você, desde que você não sinta medo.

Passado isso, ao entrar, você verá um homem com um cavanhaque pontudo, cabelo em pé e atrás de uma grande mesa de mogno. Seu traje é feito de ambos, carne humana e seda italiana. Ele pode falar, e longamente. Ele vai falar sobre sua belíssima casa e a bela estátua de sua concubina. Não o interrompa, e não responda a qualquer pergunta que ele possa fazer. Quando ele concluir sua fala, respire fundo, não tema e pergunte: "Posso ter o meu salário?”.

Ele vai continuar a explicar-lhe, em grande detalhe, o valor da vida. Ele vai falar de coisas piores do que a morte, ele dirá exatamente o que ele espera que você faça. A aparência do homem se tornará ciclópico e inimaginavelmente horrível. Ele colocará a mão em um dos bolsos de seu terno, pegará uma pequena nota de banco e entregará a você.

Essa nota é o 8º objeto de 538. Seu titular está contando com você para gastá-lo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

DWP 2016!

Bom No Momento Irá Apenas Ter 2 Creepy Por Dia Pois Estou Construindo um Template Novo.
Desculpe Pela Demora!

Miss Delsy

A casa estava aninhada nas profundezas da floresta, e a partir de uma certa distância a única evidência que existia era uma pequena coluna de fumaça à noite. Ninguém nunca foi tão profundo, embora. As madeiras próprios foram acreditavam pelos moradores para ser assombrado, embora as especificidades das assombrações variam ao ponto de excesso de ativos imaginações. Uma vaca voando, por exemplo. Eu já ouvi isso muitas vezes. O que o contador de histórias não consegue perceber é que para dar a sua credibilidade conto, ele requer uma aparência de verdade. A quantidade de energia etérea um fantasma seria necessário para levantar uma vaca teria de ser incrível. É por isso que na maioria dos casos, vemos pequenos objetos em movimento. Um frame de retrato cair no chão. Uma xícara de chá de chocalho em um assento de mesa vazia. Tendo isso em mente, a história desta misteriosa casa é bastante inacreditável.

Cheguei em uma dessas noites em que a coluna de fumaça era visível. As mechas cinzentas morreram no céu e se fundiram perfeitamente com um céu alaranjado e roxo. A cidade em si sentou-se com segurança quinhentos pés longe da floresta. Ele continha todas as suas pequenas cômodas típicos da cidade, ea pousada local não foi excepção. Eu fiquei a noite, e, para passar o tempo, divertia-me perguntando a origem da fumaça. E não fiquei desapontado.

O homem mais velho no quarto necessário pouca motivação para esguichar bits de informação sob a forma de uma lembrança desbotada de eventos passados. eventos passados que aconteceram antes de seu tempo; crianças desaparecidas, corpos mutilados, estupros, objetos em movimento. Você sabe, o de sempre. Mas, a uma ocorrência alarmante ele relatou foi o da própria floresta. Ele afirmou que, nas primeiras horas da manhã, antes do sol nasceu, o Acredita-a-ser-ex-ocupante da casa, uma senhorita delsy, uma mulher que estava tentando inventar uma casa voando com base em obras de da Vinci , tentou fazer contato com o marido recém-falecido. Seu método escolhido, os relatórios mais velhos, estava usando uma placa de espírito. Na minha experiência, esses métodos imprudentes acabar com qualquer decepção ou uma viagem só de ida para um asilo. Independentemente disso, ele continuou a dizer que a senhorita delsy tinha de fato se comunicava com seu falecido marido, mas que ele não era o único a ouvir sua chamada. Depois de uma breve reunião, a casa delsy tremeu violentamente, provocando um vendaval local dentro de casa, jogando pertences aqui e ali. Senhorita delsy ficou horrorizado, naturalmente, e levantou-se de sua posição caiu para executar a partir de fora de sua porta da frente. No entanto, ela parou em suas trilhas, depois de ter aberto a porta. A casa dela estava voando! Ela ficou fascinada, enquanto observava a cidade ficam cada vez menores. Logo ela estava sobre os bosques, e seus lamentos passou despercebido por seus vizinhos. Em seguida, a casa parou de se mover, e caiu no chão. Para este dia, cento e cinquenta anos mais tarde, ninguém se atreveu a entrar na floresta para descobrir o destino de Miss delsy.

Agradeci o homem velho para seu conto e retirou-se para o meu quarto. A única janela do quarto me deu uma linda vista para o bosque. A lua cheia brilhava sobre as copas das árvores, mas a fumaça permaneceu. Foi com essa visão que eu caí no sono perturbado.

Eu estava cercado por todos os lados por um esquadrão de árvores ameaçadoras, sua casca tão negro como piche e suas folhas pingava um líquido marrom misterioso. A luz da lua brilhava no chão na frente de mim, as vigas prateadas mal perfurando um manto de folhas. Ao longe, ouvi um grito terrível. Só que não havia um único grito. Era como se um grande número de pessoas se reuniam sua morte. Os ramos das árvores subia e descia com um riso mudo, e eu corri com pressa de escapar dessa madeira assombrada. Finalmente deparei-me com uma pequena clareira depois do que uma casa só ficou com a fumaça preguiçosa levantar-se para a atmosfera. O grito ressoou novamente, e para meu horror que emanava de dentro da casa. O chão abaixo de mim começou a mudar, e eu me vi sendo puxado em direção à casa como se ele continha um poderoso centro gravitacional. Tentei fugir, mas na minha pressa eu tropecei, e eu senti mãos fortes agarrar meus tornozelos. Em breve, o meu próprio grito fundem-se a sinfonia como eu fui arrastado para a porta.

Acordei com um suor frio me encontrar novamente na segurança da pousada. Como eu removi meu cobertor, eu abafou um grito. Em meus tornozelos eram grandes marcas de mãos vermelhas. Juntei minhas coisas rapidamente e correu para fora da pousada, mas não sem deixar algumas moedas para o gerente. Eu estava prestes a sair quando uma mão agarrou meu braço e me puxou de volta. Era o homem idoso que tinha eu tinha falado com a noite anterior. Ele viu o olhar de medo no meu rosto e perguntou: "Você sonhou com isso, não é? Você sonhou com a casa? "Eu só podia responder com um aceno de cabeça, como palavras adequadas não iria encontrar o seu caminho para os meus lábios. Ele soltou meu braço. Antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta a mim mesmo, ele falou novamente. "Correr não vai poupar-lhe então. Todos os que tive o sonho tem duas opções; A morte, ou o empreendimento para a floresta para encontrar a verdade a si mesmos ".

"Morte por quê?"

"Se você tentar sair dos limites da cidade, o seu coração vai simplesmente parar de bater. Da mesma forma, ninguém que tenha ido para a floresta já voltou. Eu tenho medo que você condenou-se por visitar esta cidade, senhor! Ai eu quem tem que olhar para os mortos-vivos! ", Ele gritou quando ele tomou um assento no bar vazio para olhar para as palmas das mãos vazias. Eu assumi o homem esteja senil, e feito para deixar a cidade o mais rápido possível.

Eu tinha acabado de passar a casa final da cidade quando senti uma repentina sensação de cabeça leve. Eu coloquei a mão no meu peito e se desesperou para encontrar meu coração falha. Voltei para a cidade e o sentimento foi embora, e meu batimento cardíaco regulado. Eu determinei a minha única esperança de sobrevivência para ser uma viagem para a floresta.

Meu ritmo acelerado me levou à beira da floresta em menos de uma hora, e o sol da manhã do mês de Setembro trouxe consolo bem-vindo à mente perturbada. Virei-me uma última vez para ver a cidade, e encontrou um rosto em cada janela, alguns dos quais estavam orando. Todos estavam assistindo. Depois de uma respiração profunda, eu entrou na floresta.

Sunlight perfurado a cobertura frágil das copas das árvores, e meu coração se acalmou significativamente a agradabilidade da Nova Inglaterra no outono. Pássaros cantavam de estágios escondidas, as suas cortinas uma trama agradável de verde, laranja e vermelho. Eu assumi um ritmo vagaroso, tendo a beleza e me convencer de tudo isso era um bom presságio.

Eu tinha andado em linha reta para o que pareceram horas. Minhas pernas estavam cansados, e eu decidi sentar. Eu descansei minhas costas contra uma árvore. Não demorou muito antes de a aura tranquila definir minha mente para descansar e meu corpo para dormir.

Quando meus olhos se abriram, o sol começava a se pôr. A atmosfera pacífica estava se dissipando, e as madeiras estavam começando a se parecer com o meu sonho da noite anterior. Eu decidi mover-se com toda a pressa para a casa usando o fumo como um guia. Eu mal podia fazê-lo fora através das árvores. Comecei a andar em um ritmo acelerado em direção a ela, e, assim como o sol removido-se de vista, deparei-me com a clareira com a casa sozinha.

Antes de as forças invisíveis poderia começar a puxar-me para a casa, eu decidi ir para a frente da minha própria vontade. A maçaneta da porta estava frio, e antes que eu pudesse ligá-lo, ele virou-se e a porta se abriu, arrancando o botão do meu alcance. Entrei e achei que era ser um bastante acolhedor da casa com um quarto. No entanto, nem uma alma viva podia ser visto. A porta bateu atrás de mim e eu pulei. Os gritos ecoaram mais uma vez, e eu cobri meus ouvidos com as mãos, em uma vã tentativa de silenciar o som. Uma vez que ele morreu para baixo, eu tentei a porta. Para meu desespero, ela não abriu. Tentei ram-la aberta, e uma força invisível me jogou no chão. Eu estava atordoada demais para ficar em pé novamente. À minha esquerda, debaixo da cama, um braço de podre estendeu a mão para puxar o corpo pertencia a fora. I afundou para o outro lado da sala. Foi então que eu percebi que eu tinha deixado minha mochila na mata. Eu nem sequer tenho o meu crucifixo comigo. Eu estava indefeso. Um segundo braço estendeu a mão.

As mãos tinha encontrado sua aderência e começou a puxar-se para fora de debaixo da cama. Ele estava a meio caminho quando ele finalmente levantou a cabeça do chão. Um rosto vazio olhou para mim com passo olhos negros. Meu medo me deixou paralisado, e tudo que eu podia fazer era estremecer. Ele tinha finalmente me alcançou e agarrou meu pé quando eu poderia agarrar meu grito não. E, como eu fiz isso, ele gritou bem, até que eu descobri que minha voz tinha se fundiram em sua orquestra Hellish.

I acordou mais uma vez na pousada, e encontrou mais uma vez, eu tinha um suor frio. O mais velho tinha me dito que eu poderia descobrir a verdade ou aceitar a morte. Que verdade foi lá para ser encontrada? E que pútrido estar debaixo da cama, que eram eles? Eu mais uma vez desceu as escadas e encontrou o velho em seu lugar habitual. Tomei a fezes por ele e ele virou-se para mim de uma vez, os sacos sob seus olhos uma sombra mais hediondo de roxo e vermelho, como se tivesse tomado recentemente alguns bons acessos a seu rosto.

"Você voltou. A maioria dos que experimentam o sonho mesmo depois decidir aceitar morte. Por duas vezes, agora. Duas vezes você se encontrou com ela e ainda manter a vontade de ir em frente. Admiro a sua coragem, estranho. "Ele estendeu um fígado manchou a mão e eu peguei cansado. "Linwood."

"Burke," eu respondi, soltando sua mão e dobrar meu no balcão. Ele empurrou uma xícara de chá na minha direção, mas eu deixe descansar um pouco. "Você me disse para descobrir a verdade ou deixar que a morte me leve. A verdade do que? ", Perguntei, andando minhas perguntas, de modo a não sobrecarregar ele ou parecem ansiosos, apesar de eu ser assim.

Eu ouvi um suspiro escapar de seus lábios, um suspiro de lembrança e dor. "A verdade, ninguém sabe. Um homem que apareceu aqui há alguns anos atrás tive o sonho. A mulher falou com ele, dizendo que ele deve encontrar a verdade ou enfrentar seu fim. Ele não durou dois dias depois, rasgando a cidade em pedaços com perguntas desesperadas. Infelizmente, ele não fez nenhum progresso. "Ele considerava meu rosto. "Você quer saber quem ela é. Meu bom senhor, ela não é outro senão a Srta delsy si mesma. Certamente você poderia ter presumido tanto até agora ".

Eu trouxe o chá mais perto de mim, levianamente que se esforça para preservar o seu calor. "O desgraçado é nenhuma mulher, Linwood. 'Tis uma besta profana, uma paródia de beleza e vida. Se eu for para encará-la de novo, o que devo fazer? "Bebi o chá, sentindo o calor deslizar na minha garganta e no estômago.

Linwood terminou seu próprio chá, e eu podia ver o gosto amargo deformar os lábios ligeiramente. "Muster sua coragem. Vasculhar a casa em que vive. Fale com ela, se você é capaz. Temo outra noite será necessário, Burke. Deus esteja com você ", ele disse, e eu podia ouvir sua genuína sinceridade. Ele olhou mais uma vez em sua xícara vazia, perdido em pensamentos. Deixei-o sentado ali, e preparou a minha mente para uma outra viagem ao coração do mal das madeiras.

I se moveu mais rápido desta vez, e parou para nada. Eu teria muito sono devo resolver este mistério, e muito mais que eu não deveria. Eu fiz isso para a cabana escura na metade do tempo, como antes, a fumaça de fuga para o céu como uma serpente medonho. Determinação encheu meu espírito, mas foi até a casa como um homem sem nada a perder. Uma vez lá dentro, eu encontrei o interior para ser o mesmo que antes. Eu chequei debaixo da cama, em primeiro lugar, não querendo ser pego de surpresa novamente. Cautelosamente eu tirei os lençóis e me preparei para o que poderia ser abaixo. Em um movimento rápido, eu removi os lençóis e espiou. Nada além de teias de aranha e poeira. Dei um suspiro de alívio, mas o que estava sobre a cama me pegou de surpresa.

Ele não era outro senão um conselho antigo espírito, as suas cartas mal visível através do desbotamento de tempo. A prancheta sentou-se ao lado dele. Daylight entrou pela janela e caiu em cima do tabuleiro, como se o próprio céu estava me disposto a usá-lo. No fundo do meu coração eu sabia, no entanto, o Céu não tinha lugar aqui. Independentemente disso, eu sentei na cama e virou a placa de modo que as cartas foram na direção correta. Eu me concentrei na minha respiração, e tomou a prancheta em minhas mãos, meus dedos no lado inferior, enquanto os meus dedos descansado no topo. Eu não tinha certeza sobre o que dizer, então me mudei a prancheta para o centro da aborrecido e simplesmente perguntou se alguém estava aqui. Apesar das minhas noções anteriores desses dispositivos como nada mais que mentiras, eu ainda me sentia calafrios agradar minha espinha, bem como um estranho aumento na minha consciência. Eu podia ouvir o vento acariciando as folhas da floresta, podia ouvir cada crepitar do fogo e da fumaça forçando seu caminho para a liberdade, e cada cor parecia mais vibrante. Até mesmo o papel cinzento nas paredes parecia digno de uma inspecção mais aprofundada. Eu estava prestes a fazê-lo quando senti-la. Sua presença física eu não podia ver, mas eu podia sentir decadente e frio lugar em si carne nos meus dedos. Eu sabia melhor do que perguntar quem era, como Linwood tinha me preenchido. Em vez disso, eu tinha uma pergunta muito mais importante.

"Por que você assombrar essas madeiras assim? Por que você me persegue? ", Perguntei ao ar aparentemente vazio na minha frente. Com uma força suave eu senti o movimento prancheta, e eu estava tão profundamente em transe Eu quase me esqueci de olhar através do vidro para as letras.

"Árvores", ela soletrou. Refleti um momento, então chegou à conclusão de que seu corpo estava deitado na floresta, presumivelmente insepultos por sua maneira. Concordei meu entendimento, não tem certeza de como se comunicar de forma. Em seguida, passou-se em resposta a sua segunda consulta. "Clean". Isso me confundiu, como eu tinha banhado apenas quatro noites atrás. A não ser, ela não estava se referindo a minha pele. Meu espírito, mayhaps? Isso deve ser assim, mas o que dizer do resto da cidade? Falei que em voz alta, e foi tratado com "Native." Eu não tinha certeza de como isso deveria fazer sentido, mas, ao mesmo tempo que fazia sentido a partir dele. Por alguma razão, apenas os viajantes estavam aflitos com este sonho. Isso deve significar os moradores não tinham interesse no destino de Miss delsy, e contou com estrangeiros para salvá-la. Essa era a verdade que eu preciso descobrir.

Eu me parabenizou pela minha sagacidade na situação e disse adeus ao espírito de Miss delsy, quando as mãos geladas apertou meus pulsos e segurou-los para a prancheta. Eu lutava em vão, e ler as palavras, "Olhe para mim". As mãos se moveram meu eo prancheta para o ar, e quando eu olhei através do vidro, a luta saiu de mim. Olhando para mim, do além, não era a Srta delsy em tudo. Em vez disso, um homem olhou para mim. Ele desapareceu, e eu podia ouvir uma voz que clama a partir da próxima dimensão. "Salvar minha esposa".

O sol estava colocando-se a dormir para permitir que a lua seu tempo no palco quando o senhor delsy me deixou. Então, ele tinha encontrado descanso, e estava trazendo andarilhos para a floresta para eles para salvar sua esposa, que aparentemente estava tendo problemas para se mudar para o grande além. Eu sabia o que fazer. Bury Senhorita delsy e orar por uma viagem segura para se juntar ao marido. Mas onde procurar? As madeiras eram vastos, de fato. Eu ousei um olhar para o pôr do sol e foi tratada com uma visão do homem que era o senhor delsy caminhar sob a copa de folhas. Eu estava ansioso para seguir em frente e acabar com isso, mas como eu saiu da cama, o som do riso me parou.

Ele tinha vindo de fora, do outro lado da janela eu tinha acabado de espiou. Quando olhei para trás, eu pego o traço nua de cabelos longos. Em seguida, uma batida na porta. palavras de coragem de Linwood voltou para mim, e eu respondi a porta, silenciosamente dizendo a mim mesmo que nenhum fantasma ganharia mais um pingo de medo de mim.

Abri a porta de largura, e o rosto horrível de Miss delsy me cumprimentou. O corpo dela estava em outro lugar, no entanto, como a única coisa debaixo de sua cabeça era um tempo incrivelmente longo pescoço. Vermes e larvas assustado ao longo da carne do pescoço dela. Ela lançou seu grito vil sobre mim, e eu respondi com um golpe rápido para o nariz. Sua cabeça voou para trás alguns pés, e seu pescoço seguido como uma corda a uma bola, batendo estranhamente na brisa. Aproveitei a sua posição e correu para o bosque onde tinha visto pela última vez o senhor delsy.

As árvores eram negros como tinham sido minha primeira noite, o líquido vermelho ainda flui fora de suas folhas. Eu já não estava com medo, mesmo que o líquido caiu sobre a minha pele. Quando eu limpei, eu percebi que era sangue. Ouvi Senhorita delsy gritar novamente atrás de mim, e eu ousei olhar para trás. Minha coragem me falhou quando eu a vi. Ela estava voando em minha direção, os pés mal tocando a grama, embora a cabeça tinha encontrado o seu caminho de volta para os ombros. Ela não era o que fez meu coração pia, mas o que estava caindo na fila atrás dela.

A casa tinha caído em um grande abismo no chão, fogo irrompendo com uma intensidade que rivalizava com a própria sol. Uma mão preto, garras tomou controle sobre a terra fria, destruindo a vida abaixo dela. Outra mão encontrou o seu caminho, bem como, e puxando-se para cima eu podia sentir a minha esperança como uma essência tangível, sendo puxado com força para longe. Sua cabeça que eu tinha visto antes, em uma enciclopédia francesa que eu tinha lidos a partir de um leve interesse. Belphegor surgiu, com a cabeça uma mistura heterogênea de vermelho e rosa, chifres de bode preto, um nariz grande, e uma boca que continha dentes que pareciam vir de uma criatura que habitava na parte inferior do mar. Sua barba era tão negro como os seus chifres, e seus olhos de fogo foram fixados em cima de mim. Senhorita delsy tinha caído na liga com um príncipe do inferno, para que finalidade eu só podia imaginar.

Minha mente encontrou sua sanidade, e eu corri com toda a velocidade por entre as árvores sombrias, na sequência de pontos turísticos de Senhor delsy como eu fui. Os lamentos angustiantes de Senhorita delsy misturado com o solo tremer passos do demônio, e logo a queda de árvores seguido. Meus pulmões estavam me falhando, até que finalmente vi um cadáver em um círculo de luar. Havia uma estranha beleza que eu não poderia colocar o dedo sobre. Por alguns momentos, era só eu e corpo de Miss delsy, e os mais suaves folhas brisa de sangue realizada vermelhos suavemente para baixo, o luar dando ao corpo um sombrio, entristecendo holofotes. Quase toda a sua pele tinha sido apodrecido, cabelos longos ido, mas um pouco de carne permaneceu, bem como algumas roupas. E, embora eu não podia vê-lo, eu sabia que o senhor delsy estava lá, chorando por seu anjo caído.

Eu voltei a mim rapidamente, a beleza do momento desapareceu. Senhorita delsy eo demônio se aproximando, e eu não tinha a menor idéia de como eu era enterrá-la com tão pouco tempo. Eu ainda não tinha pensado para trazer uma pá comigo. Em resposta, um crucifixo que tinha sido uma vez na parede de uma casa e uma pá que outrora pá carvão em uma chaminé caiu de fora das árvores. Se isso não fosse um presente dos céus, eu não saberia o que é. Freneticamente I cavado na terra, encontrando o solo facilmente deslocado. Com cada montão de sujeira movido, orei uma palavra de agradecimento.

Eu tinha um buraco do tamanho de decentemente para o cadáver de Miss delsy quando seu espírito estava sobre mim. Eu podia sentir a sua presença esfriando o suor nas minhas costas. "Deixe-me ajudá-la, menina," Eu falei, quase sem energia. Sua resposta ainda um outro grito, mas ela foi interrompida. Uma luz azul pacífica emanava atrás de mim e virei-me para o que era. Não era ninguém menos que o próprio Senhor delsy, mantendo o espírito fúria de sua esposa em um abraço carinhoso. Ele tinha o nariz em seus cabelos sinistros, e sua cabeça foi pressionado contra seu peito. Ele preocupou-se para me dar um aceno, depois voltou sua atenção a sua esposa. passos trovejantes do Belphegor cresceu mais perto, mas eu não teve o cuidado. O próprio Deus estava comigo, eu tinha certeza disso. Isso, ou por Sua vontade, enviou o senhor delsy para me guiar. Mesmo o sangue gelar o rugido da besta não teve nenhum efeito sobre mim.

I levou o corpo de Miss delsy em meus braços com todo o cuidado de segurar um bebê recém-nascido, e pô-la para descansar. Eu substituí o solo e plantou o crucifixo logo acima de sua cabeça. Ajoelhei-me e falou a oração do Senhor, e depois que eu fiz isso, eu podia ouvir a retirada de Belphegor para o inferno. Ele estava tentando garra seu caminho para fora, mas sem sucesso. Levantei-me de agradecer Sr. delsy, mas o seu espectro, assim como a de sua esposa, tinha desaparecido. Em seu lugar foi um pequeno crucifixo, versão de uma criança do que eu tinha plantado, apenas a sua prata chamou a luz de tal forma que me fez lembrar da luz azul que se irradiava do Senhor delsy anteriormente. Coloquei o token no meu bolso, e começou a longa caminhada de volta à cidade.

Voltei para o hotel assim como o sol decidiu acordar, uma esfera amarela mal que espreita sobre a floresta. Linwood estava descendo as escadas para tomar o seu lugar quando entrei. Ele parou no meio do caminho e fez o sinal da cruz. "Meu Deus, Burke. Você fez?"

Eu estava exausta da noite anterior e da falta de sono, então lhe dei a explicação mais curta que eu podia. À menção do Belphegor, ele simplesmente assentiu com a cabeça e disse: "Ah, sim, o príncipe, que ajuda as pessoas em suas descobertas. Ele deve ter aparecido à viúva delsy quando ela queria fazê-la mosca doméstica. A pobre mulher ... "Eu terminei minha história, e disse-lhe o casal agora descansa em paz. Eu implorei seu perdão e prometendo falar mais sobre o assunto quando acordei. Voltei para o meu lugar na pousada para dormir bem merecida. Fechei as cortinas, sentindo cansaço superar o meu corpo. A cama de algodão simples pareceu-me uma recompensa adequada para a realização da noite. Eu caí em cima da cama, o sono me levando instantaneamente. E, quando eu sonhei, eu vi não demônios ou fantasmas, mas o Sr. e Sra delsy, nos braços um do outro e me dando seus agradecimentos. As madeiras foram embora do sonho, e o céu era o ouro reluzente da horda de um dragão. Um belo portão sentou-se em uma nuvem, o seu guarda-redes cumprimentar o casal com os braços abertos. Eles me um adeus afeiçoado, e que esperava para o dia em que eu poderia juntar a eles.

Creditos. David Majewski - Creppypasta

Experiência "Sono" da Rússia

Experiência "Sono" da Rússia

Pesquisadores Russos, no final dos anos 40, deixaram cinco pessoas acordadas por quinze dias, usando um gás experimental como estimulante. Eles foram mantidos em um ambiente selado, e monitorando o oxigênio deles, para que o gás não os matasse, já que possuía altos níveis de toxina concentrada.

Para observá-los, havia um circuito interno de câmeras com microfones de cinco polegadas (Aproximadamente 12 cm) e janelas menores que janelas de vigia dentro do ambiente. A câmara estava cheia de livros e berços para dormir, mas sem lençóis, água corrente e banheiro; também havia comida seca para todos os cinco que duraria um mês.

As cobaias do teste eram prisioneiros políticos declarados inimigos do Estado durante a Segunda Guerra Mundial.


Tudo estava bem nos primeiros 5 dias, as cobaias dificilmente reclamavam, já que haviam sido avisados (falsamente) de que seriam libertados se participassem do teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas, e foi notado que elas conversavam constantemente sobre incidentes traumáticos no passado, e o tom geral da conversa tomou um tom sombrio a partir do 4º dia.

Depois de cinco dias, as cobaias começaram a reclamar das circunstâncias e eventos que os trouxeram à atual situação e começaram a demonstrar paranoia severa. Elas pararam de falar um com os outros e de começaram a sussurrar alternadamente nos microfones e a bater nas vigias. Estranhamente eles pensavam que poderiam conseguir a confiança dos cientistas ao se tornarem seus colegas, e tentavam conquistá-los. No começo, os pesquisadores suspeitaram que se tratava de algum efeito do gás.

Depois de nove dias, o primeiro deles começou a gritar. Ele corria por toda a extensão da câmara gritando a plenos pulmões por 3 horas seguidas. Ele continuou a gritar, mas só conseguia produzir alguns grunhidos. Os pesquisadores acreditaram que ele conseguira fisicamente romper suas cordas vocais. O mais surpreendente desse comportamento foi como os outros reagiram a isso... ou não reagiram. Eles continuaram a sussurrar nos microfones até que o segundo prisioneiro começou a gritar. Os que não gritavam pegaram os livros disponíveis, arrancando página atrás de página e começaram a colá-las sobre o vidro das vigias usando as próprias fezes. Os gritos logo pararam.

Mais 3 dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que funcionavam, já que pensavam ser impossível que 5 pessoas não poderiam estar produzindo som algum. O consumo de oxigênio indicava que as 5 pessoas ainda estavam vivas. Na verdade, acontecera um aumento no oxigênio, indicando um nível que 5 pessoas teriam consumido após exercícios pesados. Na manhã do 14º dia, os pesquisadores usaram um interfone dentro da câmara, esperando alguma reação dos prisioneiros, que não estavam dando sinais de vida, e os cientistas acreditavam que estavam mortos ou vegetando.

Eles disseram: “Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, fiquem longe da porta e deitem no chão ou atiraremos. A colaboração dará a um de vocês liberdade imediata.”
Para a surpresa de todos, alguém respondeu calmamente em uma única frase: “Não queremos mais sair.”

Discussões começaram a surgir entre os pesquisadores e as forças militares que criaram a pesquisa. Não conseguindo mais resposta alguma através do interfone, foi finalmente decidido abrir a porta à meia-noite do 15º dia. O gás estimulante foi retirado da câmara e substituído por ar fresco, imediatamente vozes vindas dos microfones começaram a reclamar. Três vozes diferentes imploravam pela volta do gás, como se pedissem para que poupassem a vida de alguém que amassem. A câmara foi aberta e soldados entraram para retirar as cobaias. Elas começaram a gritar mais alto do que nunca, e o mesmo fizeram os soldados quando viram o que tinha dentro.

Quatro das cinco cobaias estavam vivas, embora ninguém pudesse descrever o estado deles como “vivos". As rações a partir do dia 5 não haviam sido tocadas. Havia pedaços de carne vindas do peito e das pernas tapando o ralo no centro da câmara, bloqueando-o e deixando 4 polegadas (10cm) de água acumulando no chão. Nunca determinou-se o quanto dessa água era na verdade sangue.

Os quatro “sobreviventes” do teste também tinham grandes porções de músculo e pele extraídos de seus corpos. A destruição da carne e ossos expostos na ponta de seus dedos indicava que as feridas foram feitas à mão, e não por dentes como se pensava inicialmente. Um exame mais delicado na posição das feridas indicou que alguns - senão todos - os ferimentos foram auto-induzidos. Os órgãos abdominais abaixo da costela das quatro cobaias havia sido removido.

Enquanto o coração, pulmões e diafragma estavam no lugar, a pele e a maioria dos órgãos ligados à costela haviam sido removidos, expondo os pulmões através delas. Todos os vasos sanguíneos e órgãos remanescentes permaneceram intactos, eles só haviam sido retirados e colocados no chão, rodeando os corpos eviscerados, mas ainda vivos das cobaias. Podia-se ver o trato digestivo dos quatro trabalhando, digerindo comida. Logo ficou aparente que o que estava sendo digerido era a própria carne que eles haviam arrancado e comido durante os dias.

A maioria dos soldados ali presentes eram das operações especiais russas, mas muitos se recusaram a voltar à câmara e remover as cobaias. Elas continuaram a gritar para serem deixadas ali e também pediam para que o gás voltasse. Pelo menos elas não dormiriam.

Para a surpresa de todos, as cobaias ainda lutaram durante o processo de serem removidas da câmara. Um dos soldados russos morreu ao ter sua gargante cortada, e outro foi gravemente ferido ao ter seus testículos arrancados e uma artéria da sua perna atingida pelos dentes de uma das cobaias. Outros cinco soldados perderam suas vidas, se você contar os que se mataram semanas depois do incidente.

Durante a luta, um dos quatro sobreviventes teve seu baço rompido, e ele começou a perder muito sangue quase que imediatamente. Os pesquisadores médicos tentaram sedá-lo mas foi impossível. Ele havia sido injetado com mais de dez vezes a dose normal de morfina para humanos e ainda lutava como um animal, quebrando as costelas e o braço de um médico. Houve um ponto em que seu coração bateu fortemente por dois minutos, após ele ter sangrado tanto ao ponto de ter mais ar em seu sistema vascular do que sangue. Mesmo depois do coração ter parado, ele ainda continuava a gritar e a lutar por 3 minutos, gritando a palavra “MAIS” sem parar até ficar fraco e finalmente calar-se.

O terceiro sobrevivente estava muito contido e foi levado para um consultório, os outros dois com as cordas vocais intactas continuavam a implorar pelo gás para serem mantidos acordados...

O mais ferido dos três foi levado para a única sala cirúrgica que ali havia. Durante o processo de preparar a cobaia para receber seus órgãos de volta, foi descoberto que ela era totalmente imune ao sedativo que estavam dando a ele. O homem lutou furiosamente contra as amarras que o prendiam à cama quando trouxeram gás anestésico para sedá-lo. Ele conseguiu rasgar mais de 4 polegadas (10cm) de couro das amarras de um dos pulsos, mesmo com um soldado de 90kg segurando o mesmo pulso. Levou mais do que o necessário de anestésico para sedá-lo, e na mesma hora em que suas pálpebras se fecharam, seu coração parou. Na autópsia foi revelado que seu sangue possuía o triplo do normal de oxigênio. Os músculos que estavam presos aos seus ossos estavam destruídos, e ele havia quebrado 9 ossos na luta para não ser sedado. A maioria eram pela força que seus próprios músculos haviam exercido.

O segundo sobrevivente era o que primeiro começara a gritar entre os cinco. Suas cordas vocais estavam destruídas, e ele não era capaz de gritar e implorar para não passar por cirurgia, e a única forma de reação que ele exibia era sacudir sua cabeça violentamente em desaprovação quando o gás anestésico foi trazido. Ele balançou sua cabeça positivamente quando alguém sugeriu, relutantemente, se os médicos aceitavam fazer a cirurgia sem a anestesia. O sobrevivente não reagiu durante as 6 horas de procedimentos para repor seus órgãos e tentar cobri-los com o que restou de pele. O cirurgião de plantão repetia várias vezes que era medicamente impossível o paciente estar vivo. Uma enfermeira aterrorizada que assistia à cirurgia constatou que vira a boca do paciente virar um sorriso toda vez que seus olhos se encontraram.

Quando a cirurgia acabou, o paciente olhou para o cirurgião e começou a grunhir alto, tentando falar enquanto lutava. Acreditando ser algo de extrema importância, o médico pegou uma caneta e papel para que o sobrevivente escrevesse sua mensagem, “Continue cortando.”

Os outros dois sobreviventes passaram pela mesma cirurgia, os dois sem anestésico. Mas ambos tiverem um paralisante injetado durante a operação, pois o cirurgião achou impossível continuar o procedimento enquanto os pacientes se debatiam histericamente. Uma vez paralisados, as cobaias só podiam acompanhar o procedimento com os olhos, mas logo o efeito do paralisante passou e em questão de segundos eles começaram a lutar contra suas amarras. Quando perceberam que podiam falar novamente, começaram a pedir pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar por que eles haviam se ferido, por que haviam arrancado as próprias entranhas, e por que queriam tanto aquele gás.

Uma única resposta foi dada: “Eu preciso ficar acordado.”

Todas as três cobaias sobreviventes foram colocadas de volta na câmara, enquanto esperavam alguma resposta para o que seria feito com elas. Os pesquisadores, encarando a ira dos “benfeitores” militares, por terem falhado em seus objetivos, consideraram a eutanásia aos pacientes. O comandante do processo, um ex-KGB, viu algumas possibilidades, e quis que as cobaias fossem colocadas novamente sob o gás estimulante. Os pesquisadores se recusaram fortemente, mas não tiveram escolha.

Em preparação para serem seladas novamente na câmara, as cobaias foram conectadas a um monitor EEG (Eletroencefalograma, que mede as ondas cerebrais), e tiveram suas extremidades acolchoadas em troca do confinamento. Para a surpresa de todos, todos os três pararam de lutar assim que souberam que seriam colocados de volta ao gás.

Era óbvio que até aquele ponto, os três estavam lutando para ficarem acordados. Um dos sobreviventes que podia falar estava cantarolando alto e continuamente; a cobaia calada estava tentando soltar suas pernas das amarras com toda a sua força; primeiro a esquerda, depois a direita, depois a esquerda novamente, como se quisesse se focar em algo.

A cobaia restante estava mantendo sua cabeça longe de seu travesseiro e piscando rapidamente. Como fora o primeiro a ser conectado ao EEG, a maioria dos pesquisadores estava monitorando suas ondas cerebrais. Elas estavam normais na maioria das vezes, mas às vezes se tornavam uma linha reta, sem explicação. Era como se ele estivesse sofrendo mortes cerebrais constantes. Enquanto se focavam no papel que o monitor soltava, apenas uma enfermeira viu os olhos do paciente se fecharem assim que sua cabeça atingiu o travesseiro. Suas ondas cerebrais mudaram para aquelas de sono profundo e então tornaram-se uma linha reta pela última vez enquanto seu coração parava na mesma hora.

A única cobaia que podia falar começou a gritar. Suas ondas cerebrais mostravam as mesmas linhas retas que o paciente que acabara de morrer. O comandante deu a ordem para ser selado dentro da câmara com as duas cobaias e mais três pesquisadores. Assim que entraram na câmara, um dos pesquisadores pegou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, depois voltou para a cobaia muda e também atirou em sua cabeça.

Ele apontou sua arma para o paciente restante, ainda preso à cama enquanto os outros pesquisadores saíam da sala. “Eu não quero ficar preso aqui com essas coisas! Não com você!” ele gritou para o homem amarrado “O QUE É VOCÊ?” ele ordenou “Eu preciso saber!”

“Você se esqueceu?” O paciente perguntou “Nós somos você. Nós somos a loucura que vaga em todos vocês, implorando para sermos soltos toda vez dentro de sua mente animal. Nós somos aquilo de que vocês se escondem em suas camas toda noite. Nós somos aquilo que vocês sedaram no silêncio e paralisam quando vocês atingem o paraíso noturno do qual não podem sair.”

O pesquisador ficou quieto. E então mirou no coração do paciente e atirou.

O EEG tornou-se uma linha reta enquanto o paciente gaguejava “tão...perto...livre...”

Fonte.  Morte Súbita